última atualização: 05/09/2018

Qual o melhor sistema para aquecer as águas sanitárias?

Boa noite.

Estou neste momento a construir uma moradia na modalidade de chave na mão em que está incluído a instalação de um painel solar duplo juntamente com um termosifão de 300 lts com duas serpentinas para aquecimento das águas sanitárias assim como uma caldeira a pelets para aquecimento central.

A minha dúvida está em se se justifica a aplicação de uma bomba de calor acoplada aos painéis solares, eliminando deste modo o termosifão.

Neste caso eu teria de pagar a diferença de preço entre a bomba de calor e o termosifão, que julgo ser bastante significativa.

Será que se justifica?

O meu agregado é constituído por três pessoas (dois adultos e uma bebé) e a casa tem em projecto uma classificação energética de A+.

Agradeço desde já o vosso feedback.

Obrigado.

Luís Cardoso

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Comentários

User name Moderator
Bruno Miguel | Moderador
28/02/2018

Olá Luís,

Um sistema solar térmico é sempre um sistema que lhe proporciona 70% de energia gratuita para banhos no ano. Neste sentido teria sempre que ter instalado um sistema de apoio para os meses mais frios (30%), tendo que investir em esquentador, resistência elétrica ou termoacumulador, etc. A bomba de calor é realmente a maneira de produção de energia mais eficiente tendo como desvantagem o seu investimento sendo a razão principal para muitas pessoas não investirem nele. Tendo a possíbilidade e/ou mesmo a vantagem de reduzir este investimento tendo um sistema de circulação forçada que optimiza tanto do seu sistema solar como do apoio BC integrado (200L suficiente para 3 pessoas), este pode ser uma boa opção.

Deve verificar a legislação, com o seu arquiteto, de acordo com a obrigatoriedade da utilização de paineis solares, nomeadamente de apenas 1 painel para 200L, compensando com a potência da bomba de calor e/ou caldeira a Pellets.

"3 - Em alternativa à utilização de sistemas solares térmicos prevista no número anterior, podem ser considerados outros sistemas de aproveitamento de energias renováveis que visem assegurar, numa base anual, a obtenção de energia equivalente ao sistema solar térmico." Artigo 29.º Decreto-Lei n.º 251/2015

A minha única dúvida recai sobre a caldeira a pellets. Servirá apenas para aquecimento central ou também de apoio ao AQS. Tanto a BC como a Caldeira a pellets têm consumos muito competitivos daí tentar perceber se é compensador o investimento na BC.

cumprimentos
Equipa CLEAR Portugal

User name
Luís Cardoso ,Respondeu:
01/03/2018

Boa tarde.
Desde já quero agradecer a sua resposta.
Apesar de perceber pouco do assunto, vou tentar expor as minhas dúvidas:
O que está incluído no orçamento é a solução de painel solar duplo com termosifão de 300lt e caldeira a pellets para aquecimento central e apoio ao aquecimento das águas sanitárias. Neste caso, julgo ser obrigatório a instalação de um depósito com circulação forçada ao invés do termosifão, correcto?
Sendo assim, julgo que o investimento na BC não fará sentido (financeiramente falando, é claro!).
Qual a sua opinião?
Obrigado pelo esclarecimento.
Luís Cardoso.

User name
Luís Cardoso ,Respondeu:
03/03/2018

Bom dia.
Desde já quero agradecer a sua resposta.
Apesar de perceber pouco do assunto, vou tentar expor as minhas dúvidas:
O que está incluído no orçamento é a solução de painel solar duplo com termosifão de 300lt e caldeira a pellets para aquecimento central e apoio ao aquecimento das águas sanitárias. Neste caso, julgo ser obrigatório a instalação de um depósito com circulação forçada ao invés do termosifão, correcto?
Sendo assim, julgo que o investimento na BC não fará sentido (financeiramente falando, é claro!).
Qual a sua opinião?
Obrigado pelo esclarecimento.
Luís Cardoso.

Melhor resposta
User name Moderator
Bruno Miguel | Moderador ,Respondeu:
06/03/2018
Melhor resposta

Olá Luis,

Sim, neste caso estará bem servido com o apoio caldeira a pellets. Os custos de utilização são igualmente competitivos, pelo que financeiramente não teria retorno do investimento feito numa bomba de calor AQS.

O esquema tradicional de uma instalação de uma caldeira de chão que pode ser a gasóleo ou a pellets, para aquecimento de águas sanitárias e aquecimento central por radiadores engloba todos os equipamentos como circulador, vaso de expansão, etc, com um acumulador 300L (mín), um espaço técnico dentro de casa.

A sua questão em que refere um termossifão levou-me em erro. O que quer dizer é uma circulação forçada com acumulador de 2 serpentinas. Um termossifão tem uma tecnologia de circulação natural em que o acumulador fica no telhado.

Equipa Clear Portugal

User name
Rui Mendes
04/09/2018

Bom dia,
Daqui fala Rui Mendes, tenho uma questão.
Estou a adquirir uma casa construída em 1975 que, como se pode concluir, não tem rede de aquecimento central realizado.
É uma moradia de rés-do-chão, 1º andar e sotão.
Tem uma boa exposição solar e está difícil de saber em que tipo de aquecimento poderia investir, dizendo que os rendimentos para tal são um pouco baixos.
Posso referir que a casa tem sala, cozinha e casa de banho no piso 0, 3 quartos e uma casa de banho no piso 1 e no sotão para já não tem nada mas tem ligação de água.
Já ouvi falar de muitas coisas mas não consigo saber quais são as que mais benefícios podem trazer para o meu agregado familiar, que é constituído por 2 adultos e 2 crianças para já.
Qual o melhor sistema para colocar em minha casa que me traga poupanças e retorno de investimento a curto e médio prazo?
Gás, electricidade, pellets, bailarina, salamandra, gasóleo, solar ou eólica (sistema de autoconsuma)???
Qual deles o melhor sistema, mais barato, mais rentável, de retorno em menos tempo, com maior duração de vida de produto, com manutenção mais económica e mais viável para casa com crianças e potencial de aumento do agregado.
Pensando que já tive várias afirmações de mau desempenho e manutenções avultadas.
Obrigado.

User name Moderator
Bruno Miguel | Moderador ,Respondeu:
05/09/2018

Olá Rui,

Antes de responder às suas questões, peço a todos os utilizadores que "comecem uma nova conversa" no grupo de discussão adequado. 

No que se refere às suas dúvidas;

Todas as fontes de obtenção de energia apresentam vantagens e desvantagens, por essa razão, é muito importante definir um perfil que vá de encontro com as características da casa e as necessidades de conforto do agregado familiar.
Começo por perguntar se o prédio tem acesso a todas as fontes de energia que descreveu. Por exemplo, a casa está preparada para o fornecimento de gás natural?


Algumas das tecnologias existentes exigem um espaço que fique reservado para a instalação dos equipamentos. Uma espécie de “casa das máquinas” (área técnica). Existe esse espaço, por exemplo, na cave?


Outras tecnologias podem ser muito eficientes e económicas na utilização, mas a sua instalação pode englobar a aquisição de equipamentos caros, podendo inclusivé não se adaptar ao seu perfil de consumo.

É também importante termos uma primeira impressão sobre a necessidade de aquecer /climatizar a casa? Com que frequência ao dia, em que altura do ano?
Estes dados são essenciais para constituir um perfil aproximado de consumo e assim aconselhar para a tecnologia mais eficiente.

Entretanto, no que diz respeito à casa, deve ter em conta os aspetos construtivos da habitação. Uma casa de 1975, que nunca foi remodelada, poderá ter perdas térmicas consideráveis prejudicando o conforto dos seus utilizadores e um gasto excessivo de energia para a sua climatização. Se for esse o caso, aconselhamos que comece pelo isolamento da casa, nomeadamente, janelas, vedantes, fachadas e, possivelmente, a cobertura da casa.

Com os melhores cumprimentos

Equipa Energias Renováveis

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