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Televisores vão deixar de gritar os anúncios nos intervalos dos programas

24 março 2016
som anúncios

24 março 2016

Devido ao incómodo gerado nos espectadores, a Entidade Reguladora para a Comunicação Social aprovou novas regras para o volume usado nos blocos publicitários que passam na televisão.

Para proteger os ouvidos dos consumidores, a Entidade Reguladora para a Comunicação Social obriga todos os operadores nacionais, a partir de 1 de junho, a manter o volume de som durante a emissão de anúncios televisivos e restantes programas, fixada em –23 LUFS (Loundness Unit Full Scale, uma unidade de medida da sonoridade). Para emissões em direto, em que não é possível o controlo exato, o desvio em relação a este valor não pode ultrapassar ± 1 LU (para os restantes casos são admitidas variâncias de apenas ±0,5 LU).

É ainda estabelecido que a medição do som de um programa deverá ser feita na sua globalidade, sem realce em elementos específicos, como música, fala ou efeitos sonoros, sem considerar os trechos de silêncio.

Os operadores devem assegurar a normalização dos níveis sonoros nas emissões dos serviços de programas sob jurisdição portuguesa e aqueles que têm como origem todos os países dentro e fora da União Europeia.

Os valores de desvio estipulados são realmente exigentes e significam que, a partir de junho, o telespetador não se aperceberá de qualquer variação sonora entre programas e anúncios.

Muitos anúncios e pouco controlo
Não é por colocarem os anúncios mais altos, que as marcas conquistam a atenção dos consumidores. Os portugueses desconfiam da publicidade e tentam escapar-lhe. Esta é a conclusão de um estudo da DECO PROTESTE a 781 inquiridos, entre março e maio de 2015, a uma amostra aleatória da população portuguesa entre os 18 e os 64 anos. Os resultados mostram que 59% não confia na publicidade e 92% acham-na exagerada e tentam fugir-lhe.

Com a falta de lei nesta área, a publicidade para menores sempre mereceu a nossa atenção. A aprovação do código de conduta do Instituto Civil da Autodisciplina da Publicidade passou para o papel algumas das nossas reivindicações e definiu princípios gerais para a publicidade alimentar para menores de 12 anos.

Brevemente, serão levadas ao Parlamento três propostas para a proibição de publicidade a refrigerantes e a produtos alimentares com elevado teor de açúcar, gordura e sódio nas escolas e imediações, assim como na televisão e na rádio quando estiverem a ser transmitidos programas infantis e juvenis. Pretende-se prevenir os comportamentos de risco que levam à obesidade infantil, alterando-se para isso o código da publicidade.

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