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Meo substitui TMN e reduz opções nos tarifários de telemóvel

31 janeiro 2014 Arquivado

31 janeiro 2014 Arquivado

A Portugal Telecom enterrou a TMN e a Meo passa a ser a única marca para comunicações fixas e móveis. Mas também alterou os tarifários em vigor para quem quer mudar de plano ou tornar-se cliente.

Não muda quase nada: os clientes mantêm os tarifários que já têm e as formas de carregamento. As lojas e o número de atendimento ao cliente também são os mesmos. A mudança está no número de tarifários que passa a estar disponível, se mudar ou aderir pela primeira vez. Simule qual o melhor tarifário para o seu caso no nosso simulador.

Depois da simplificação nos tarifários em janeiro de 2011, a PT implementou agora uma segunda redução no número de tarifários para novas subscrições. Desta vez, quase só sobraram tarifários com mensalidade que não se converte em saldo, que representam 50% dos planos disponíveis.

Nos pré-pagos com carregamentos ficam apenas os tarifários que exigem um mínimo de € 15 mensais ou um custo por cada dia de utilização. A exceção é o Meo Start, mas que fica bastante mais caro caso não carregue os 15 euros.

Simplificar a oferta tarifária tem a vantagem de facilitar a vida ao consumidor na comparação de preços e condições. No entanto, esta aproximação cada vez maior ao regime pós-pago, sob a forma de tarifários pré-pagos com mensalidade ou custos fixos por dia de utilização, preocupa-nos. É importante que a oferta não se afunile de tal forma que a melhor hipótese seja quase sempre um tarifário com mensalidade fixa mínima obrigatória, independentemente das comunicações.

Adeus “+perto SMS” e “Pako”
Depois do desaparecimento, em janeiro de 2011, de vários tarifários, como o “Mimo”, com carregamentos de € 25 de 3 em 3 meses, já não estão disponíveis:

  • o “+ perto SMS”, que permitia carregamentos de € 7,50 por 18 dias ou o equivalente a € 25 de 2 em 2 meses; 
  • o “Pako”, que permitia acumular valor pelas chamadas recebidas;
  • o “Self-service”, um tarifário personalizável com vários níveis de carregamento mínimo;
  • as versões com mensalidade mais baixa dos tarifários “e”, o “eVOZeSMS noite e fim de semana” e o “eVOZeSMSeInternet noite e fim de semana”.

Os primeiros 3 tarifários interessavam sobretudo a quem recebe muito mais chamadas do que faz (caso do “Pako”) ou usa o saldo para controlar as comunicações efetuadas e escolhe tarifários que permitem espaçar os carregamentos, sem penalizar excessivamente os preços dentro da rede (caso do “+ perto SMS” ou de algumas versões do “Self-service”).

Para quem, apesar de usar pouco o telemóvel, faz algumas chamadas e envia muitas SMS dentro da rede e não para grupos, fica um vazio que era preenchido pelo “+ perto SMS”. Apesar dos carregamentos obrigatórios para comunicar a preços mais baixos, era o único tarifário com um regime flexível equivalente a um carregamento mensal inferior a € 15 (€ 12,50 por mês) e com 1500 SMS por dia gratuitas para a rede TMN.

Os tarifários eliminados eram importantes para quem comunicava mais com a rede TMN, mas não com grupos Moche ou outras redes. Eram ainda opções para quem não precisa muito de um pacote de dados (ainda que com a possibilidade de adicionar aditivos de Internet por € 5,50) ou para quem não interessa pagar uma mensalidade que não é convertível em saldo, pois não utiliza uma boa parte das comunicações gratuitas que esse pagamento atribui.

Opções disponíveis para alguns utilizadores ficam mais caras
Para um perfil de utilizador com mais de 25 anos que faz poucas chamadas (30 minutos por mês), envia 320 SMS por mês, 85% das comunicações para a rede TMN (contactos fora do grupo Moche), sem Internet 3G, mas que pode utilizar Wi-Fi em hotspots, a escolha foi reduzida e fica € 2,50 mais cara por mês.

Para um perfil de utilizador com mais de 25 anos que quase só recebe chamadas, uma todos os dias com cerca de 5 minutos (150 minutos por mês), faz poucas chamadas (10 minutos por mês) e envia poucas SMS (30 por mês), com 85% das comunicações para a rede TMN (contactos fora do grupo Moche), sem Internet 3G, mas que pode utilizar Wi-Fi em hotspots, as opções podem ficar mais de € 1,40 por mês mais caras.

Sobreviventes da mudança
Os tarifários Moche, “e” 24 horas, TMN kids, o Meo Start e os recentes Flex, com um custo por cada dia de utilização, mantêm-se. Se utiliza pouco o telemóvel, pode escolher entre o Meo Start (que substitui o antigo TMN + leve e até é ligeiramente mais barato, ainda que com um custo de 15 cêntimos por minuto, se carregar) e os tarifários Flex (principalmente, se não utilizar o telemóvel todos os dias, devido ao custo fixo por cada dia de utilização). A Meo incentiva estes utilizadores a aderirem cada vez mais à Uzo e ao tarifário “Uzo Sempre 8”. Este ficou mais barato desde que deixou de ser necessário carregar 1 euro a cada dois dias para poder falar e enviar mensagens a 8 cêntimos.

A evolução do Moche, sobretudo a versão com mensalidade (cujo valor se fixou recentemente nos € 7,99 com 150 MB de dados) veio incentivar ainda mais a concentração de contactos neste grupo. Há ainda as versões Sub25, com opção de mensalidade ligeiramente mais barata.

Também as campanhas do TMN “e” como tarifários “sem limites e carregamentos obrigatórios” fizeram transitar clientes. Contudo, têm uma mensalidade mínima e, para serem utilizados “sem carregamentos”, exigem carregar sistematicamente valores abaixo da mensalidade mínima, para que esta não seja debitada. Apenas as modalidades “e” 24h com comunicações para todas as redes e mensalidade mínima mais cara continuam em vigor.