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Chamadas pagas de apoio ao cliente: DECO pressiona Anacom

30 maio 2017
Chamadas pagas

30 maio 2017
O pagamento das chamadas para serviços de apoio aos clientes apanha muitos consumidores desprevenidos. A DECO exige à Anacom o reforço da informação sobre os custos e defende uma gravação no início de cada chamada.
A DECO enviou uma carta à Anacom, entidade fiscalizadora na área das telecomunicações. Objetivo: exigir o reforço da informação sobre os custos das chamadas de apoio ao cliente. Não basta a sua inclusão nas condições gerais dos contratos. Além disso, no início de cada chamada para os números começados por 707 ou 708, a DECO defende a existência de uma gravação que comunique ao consumidor, de forma inequívoca, o seu custo. Uma vez informado, quem marcou o número pode desligar o telefone, se não estiver disposto a pagar por uma chamada que serve para tirar dúvidas e elaborar algum tipo de reclamação sobre o serviço para o qual está ligar.

“As empresas deveriam disponibilizar um número de rede fixa começado por 2, o que atualmente, para a maioria dos consumidores, representaria uma chamada gratuita, pois os pacotes de TV, voz e Net incluem quase sempre conversações grátis para números começados por 2", defende Ingride Pereira, jurista da DECO. 

Ter um problema e pagar para o resolver

Muitos consumidores não sabem que estão a pagar quando telefonam, por exemplo, para resolver um problema. A situação é transversal a muitas empresas e verifica-se até em organismos do Estado. Brisa, Ascendi, TAP e CP são alguns exemplos de empresas com números de custo acrescido para os clientes. Os valores variam entre 10 cêntimos por minuto, se o consumidor ligar da rede fixa, e 25 cêntimos, se o fizer da rede móvel. E a isto acrescem 23% de IVA.

Os números de empresas e instituições começados por 707 ou 708 são demasiado frequentes. Deveriam ser substituídos por números gratuitos, para evitar que o consumidor pague o pedido de ajuda, além do próprio serviço que já contratou.

Os números iniciados por 808 também abundam e têm o custo de uma chamada local. As denúncias revelam que as esperas são, por vezes, longas, sendo necessários contactos sucessivos até que a situação se resolva.