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Aumentos de tarifários nas telecomunicações fora da lei

A solução é reclamar

"Venho pedir a vossa ajuda para resolver um problema que tenho com a [inserir aqui o nome de qualquer um dos operadores de telecomunicações em Portugal]...” Por mail, presencialmente ou via telefone, estas palavras, ou outras com o mesmo sentido, foram enunciadas 45 515 vezes em 2016 por milhares de consumidores descontentes com a empresa que lhes proporciona pacotes de televisão, telefone fixo, telemóvel ou internet, e que pediram a nossa ajuda.

As telecomunicações foram o setor de onde nos chegaram mais reclamações e pedidos de esclarecimento. E com assinalável vantagem sobre os restantes fornecedores de serviços. A água e a energia motivaram 27 708 queixas, seguindo-se as questões relacionadas com compras e vendas, em particular através da internet, que estiveram na origem de 27 430 reclamações, e em quarto lugar neste ranking do descontentamento os problemas com os serviços financeiros (26 451 queixas).

No total, entre reclamações e pedidos de informação e de aconselhamento, 460 mil portugueses procuraram o nosso apoio no ano passado.

Os dissabores com a fidelização lideram o rol das zangas. Isto apesar da alteração à Lei das Comunicações Eletrónicas, de junho de 2016, que obrigou os operadores a disponibilizarem também contratos sem vinculação e com prazos de permanência inferiores a dois anos (seis e 12 meses).

Nos quase quatro mil processos que ajudámos a resolver, através de mediação, as questões relacionadas com o período de fidelização foram igualmente as que mais puseram os consumidores com os nervos em franja. Mas também os problemas com os contratos, a faturação, a refidelização, o cancelamento e a falta de informação, entre outros.

Como?

Temos uma plataforma onde pode registar a sua reclamação, anexar documentos e enviar a sua queixa diretamente para a empresa com a qual tem um diferendo. Pode também solicitar o apoio de um jurista para o ajudar ou mesmo para mediar o caso em seu nome, mas apenas se for nosso subscritor.

Registe-se no site. Se ainda não estiver registado, deve fazê--lo, escolhendo uma palavra-passe. Para fazer a reclamação, tem de iniciar sessão. Indique o seu número de associado, se for o caso. A plataforma não é exclusiva dos nossos subscritores.

Selecione uma opção.
Qualquer consumidor pode enviar uma reclamação para uma empresa, mas apenas os subscritores da DECO PROTESTE podem pedir a intervenção de um jurista, que os aconselha e pode mediar o caso.

Forneça todos os detalhes. Registe os pormenores da reclamação (há dicas junto aos campos a preencher). Pode optar por tornar a queixa pública e anexar documentos digitalizados. No final, reveja o resultado e envie para a empresa em causa.

Identifique a empresa. Inicie a reclamação indicando o nome da empresa. Caso este ainda não esteja na base de dados da plataforma, terá de adicionar o seu nome, o setor, os contactos e a morada e depois prosseguir com a queixa.

Simular e poupar

Tarifários de televisão, telemóvel, telefone fixo e internet fixa e móvel há muitos. Mais que muitos, na verdade. No nosso comparador descobre o que melhor se adapta às suas necessidades e quanto pode poupar face às restantes ofertas.