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Resíduos: já sabe onde vai cortar os seus 35 quilos por ano?

02 fevereiro 2016
Resíduos: já sabe onde vai cortar os seus 35 quilos por ano?

Até 2020, temos de reduzir em 10% a nossa produção de lixo se quisermos atingir as metas do Plano Estratégico para os Resíduos Sólidos Urbanos, imposto ao nível europeu.

Aterros com menos lixo biodegradável

Os resíduos biodegradáveis (como os restos de comida ou cortes de jardim) podem ser valorizados através da transformação em composto ou biogás, uma fonte de energia tão inesgotável quanto a produção de lixo orgânico. Para isso, devem receber o devido encaminhamento para empresas de tratamento com unidades de valorização orgânica.

O PERSU criou metas para diminuir a quantidade de biodegradáveis enviada para os aterros. Esta é a última solução a considerar, quando não há hipótese de obter valor do lixo gerado. Em 2020, os nossos aterros devem receber apenas 35% da quantidade que entrou neste critério. Já falhámos a primeira fase: no final de 2013, os aterros deveriam ter recebido menos 50% do que em 1995. Mas entraram 53 por cento.

Em 2013, a quantidade de resíduos biodegradáveis colocados em aterro deveria ser metade do que em 1995. Falhámos o objetivo por 3 por cento.
Em 2013, a quantidade de resíduos biodegradáveis colocados em aterro deveria ser metade do que em 1995. Falhámos o objetivo por 3 por cento.

O tratamento inadequado dos resíduos é outro problema. Em 2013, 43% foram depositados em aterro, 22% incinerados, 17% encaminhados para estações de tratamento mecânico e biológico, 9% reciclados e apenas 2% compostados. Estamos muito atrás de outros países europeus. Já em 2010, as formas de tratamento mais adequadas (reciclagem e compostagem) representavam, em conjunto, 70% na Áustria, 62% na Bélgica e na Alemanha, 61% na Holanda e 50% na Suécia.

A grande quantidade de resíduos que ainda segue para aterro é um erro em duas frentes. A capacidade prevista dos aterros esgota-se rapidamente. Além disso, estes locais podem ser uma fonte de contaminação dos solos, das águas subterrâneas e de emissão de gases com efeito de estufa.

Mas há solução. Os resíduos orgânicos podem ser valorizados através da transformação em composto ou em biogás, uma fonte de energia inesgotável enquanto houver produção destes resíduos.

É o que fazem algumas empresas municipais de tratamento de resíduos nas centrais de valorização orgânica. A sua fonte de alimentação são os resíduos orgânicos de grandes produtores (restaurantes, mercados, hotéis, etc.), da recolha seletiva de resíduos verdes (com origem em jardins), da fração orgânica separada em estações de tratamento mecânico e biológico e, em muitos casos, proveniente até do lixo doméstico indiferenciado. 

A qualidade do composto originado pelas centrais depende, em grande parte, do que colocamos no caixote de lixo indiferenciado. Se depositarmos os materiais recicláveis nos ecopontos e ecocentros, a probabilidade de encontrar materiais contaminantes no composto reduz significativamente.