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Novo Verde, o novo símbolo das embalagens

26 maio 2017
Novo Verde

26 maio 2017
O símbolo Ponto Verde reinou 19 anos, mas vai ter um concorrente: o Novo Verde. Ambos provam que o produtor de uma embalagem não reutilizável contribui financeiramente para a gestão dos resíduos.
Um novo símbolo vai começar a disputar o lugar nas embalagens. Chama-se Novo Verde e vem concorrer com o Ponto Verde, com o qual convivemos há já 19 anos. A Sociedade Ponto Verde estava sozinha, desde 1998, a gerir o sistema de resíduos de embalagens. Mas, agora, e até 31 de dezembro de 2021, também a Novo Verde está licenciada para o efeito. 

Ao contrário do que muitos consumidores pensam, aqueles símbolos não representam uma instrução de triagem, não garantem que a embalagem será depois reciclada, nem que a embalagem ou o produto são feitos a partir de materiais reciclados. Mais: nem todas as embalagens são alvo de recolha seletiva, dado ser uma ação que depende do consumidor, que coloca ou não a embalagem no contentor correto para a reciclagem. 

Para usar um dos símbolos, quem coloca a embalagem à venda deverá pagar uma prestação financeira com base na proporção equivalente ao peso das embalagens declaradas à Novo Verde ou à Ponto Verde. Por exemplo, quem coloca à venda um produto embalado em vidro, deverá pagar à Sociedade Ponto Verde € 2,17 por cada 100 kg de vidro. Caso o contrato seja com a Novo Verde, esse valor é de 2,48 euros. No caso do papel e do cartão, os valores são de € 9,99 e de € 9,41, respetivamente. Este dinheiro destina-se a suportar os acréscimos de custos com a recolha seletiva e triagem de resíduos de embalagens, bem como a triagem dos resíduos de embalagens nas estações de tratamento, a valorização de resíduos de embalagens e o tratamento das escórias metálicas resultantes da incineração dos resíduos urbanos.

Novo Verde e Ponto Verde: o que querem dizer

O que significam os símbolos Novo Verde e Ponto Verde numa embalagem? Que a empresa que colocou o produto à venda participa financeiramente na gestão dos resíduos de embalagem, ou seja, na recolha seletiva e indiferenciada, na triagem e na reciclagem. A ostentação de um dos dois símbolos é obrigatória e indica que a embalagem respeita os requisitos legais. Trata-se de uma consequência da Diretiva 94/62/CE, bem como de leis nacionais relacionadas, que fixa prazos e estabelece metas para a recolha e reciclagem dos resíduos de embalagens não reutilizáveis, de uso doméstico, industrial ou comercial.

Metas a atingir 

Até à definição de novas metas, assumem-se como válidas as definidas para 2011, que prevê, por exemplo, 60% de reciclagem para o vidro e para o papel e cartão, 50% para o metal, 22,5% para o plástico e 15% para a madeira. Até 2015, Portugal já tinha ultrapassado estes valores, com exceção do vidro, onde se ficou pelos 59 por cento. 

Uma proposta recente da Comissão Europeia é mais ambiciosa do que os valores definidos em 2011, o que é compreensível. Muitos países europeus ultrapassaram há muito os mínimos impostos e, de acordo com a chamada economia circular, há que apostar cada vez mais nos resíduos como matéria-prima para o fabrico de novos produtos Assim, até 2020, as metas passam por reutilizar e reciclar 60% dos resíduos de embalagens, com os seguintes objetivos por material: 85% para o papel e cartão, 70% para o vidro, para metais ferrosos (aço) e para alumínio, 50% para a madeira e 45% para os plásticos. 


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