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Como escolher e comprar um purificador de ar

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Os purificadores de ar são potencialmente úteis quando outras medidas para melhorar a qualidade do ar interior se revelam insuficientes.

  • Dossiê técnico
  • Mónica Pinto e Sílvia Menezes
  • Texto
  • Fátima Ramos e Sofia Frazoa
01 março 2021
  • Dossiê técnico
  • Mónica Pinto e Sílvia Menezes
  • Texto
  • Fátima Ramos e Sofia Frazoa
purificador de ar em funcionamento

iStock

Pó, produtos de limpeza, móveis novos e pelos de animais são algumas das fontes de poluição do ar das nossas casas, que afetam sobretudo quem tem problemas respiratórios ou alérgicos. Arejar, aspirar com um aspirador adequado e limpar com frequência, evitar tapetes e reduzir as decorações em tecido, resolver problemas de infiltrações e não fumar dentro de casa são as primeiras medidas a adotar.

Se põe em prática todas as medidas para melhorar a qualidade do ar interior e continua a ter sintomas, como irritação dos olhos, do nariz e da garganta, dores de cabeça e tonturas, que pioram quando está em casa, um purificador pode ser uma opção. De acordo com a ciência, para terem benefícios clínicos em caso de alergia ou asma, estes aparelhos devem ser integrados numa estratégia de prevenção, que inclua as ditas medidas.

O que são purificadores de ar?

Os purificadores, em geral, ajudam a limpar o ar, mas não removem todos os poluentes. Normalmente, cada aparelho serve apenas para uma divisão, não para a casa inteira. Além disso, tal como outros aparelhos elétricos e eletrónicos, na primeira utilização, emitem poluentes, pelo que é recomendável ligá-los num local arejado, pelo menos, durante duas horas.

Estes equipamentos recorrem a várias tecnologias, segundo os poluentes que se propõem controlar, mas a única recomendável, por estar isenta de riscos, é a filtragem mecânica. Por regra, esta inclui três filtros: um para partículas maiores (pó); outro para compostos orgânicos voláteis (COV), cuja eficácia depende da inclusão de substâncias absorventes, como o carvão ativado ou a zeolite; e o último, o filtro HEPA, para partículas finas.

Alguns aparelhos complementam o tratamento com um sistema de ionização, que injeta no ar partículas com carga elétrica negativa, neutralizando alguns poluentes. Estes, depois, são depositados. Mas basta um movimento do ar para que os contaminantes voltem a circular.

As tecnologias do plasma, da radiação ultravioleta e da fotocatálise não são recomendadas, por poderem ser fonte de poluição. Também não se aconselha a compra de um aparelho de tratamento com ozono: apesar de ficar pouco tempo no ar, este gás é irritante.

Como escolher o melhor purificador de ar

Na altura de escolher o equipamento, além de optar pelo sistema de funcionamento mais eficaz, é importante certificar-se de que serve para a área da divisão a que se destina. Procure a informação relativa ao débito de ar limpo (CADR, do inglês Clean Air Delivery Rate), que informa sobre a capacidade de filtração, outro critério de escolha - quanto maior o valor, melhor.

Além destas duas informações e do sistema de tratamento do ar, também é importante conhecer a potência do aparelho, o consumo, o modo de instalação (parede, mesa ou chão) e o nível de ruído. Um aparelho que emita mais de 30 decibéis não é adequado para o quarto; e, a partir de 50 decibéis, é muito incomodativo, seja onde for.

É difícil que um purificador de ar desempenhe bem todas as funções. Para que mantenham a sua eficácia nos parâmetros em que são bons, os filtros dos equipamentos devem ser substituídos ou limpos com a frequência indicada no manual de instruções.

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