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Combater o plástico descartável

Testámos sal, moluscos e crustáceos e encontrámos microplásticos

Será que ingerimos microplásticos sem saber, quando preparamos peixe à refeição? As associações de consumidores da Áustria, Bélgica, Espanha, Itália e Dinamarca testaram 103 produtos de três categorias: o sal marinho, os moluscos e os crustáceos. Encontraram microplásticos em quase todas as amostras.

Sal marinho

Sal marinho

Os microplásticos apareceram nos testes em laboratório: mais de metade (66%) das amostras estavam contaminadas (40%) ou tinham vestígios destes materiais (26%).

Moluscos

Moluscos

O resultado foi muito semelhante ao registado nas amostras de sal marinho, confirmando uma presença constante de microplásticos.

Crustáceos

Crustáceos

Em laboratório, não passaram impunes: 35% registavam a presença, e, em 31% das amostras, vestígios.

Outro estudo recente, do Centro de Ciências do Mar e do Ambiente (MARE), do LAQV-REQUIMTE (da Universidade Nova de Lisboa) e da Docapesca, encontrou microplásticos (partículas e fibras) no trato digestivo de 17 espécies comerciais em Portugal. E a designação “comercial”, neste caso, quer dizer mesmo o que já está a suspeitar: as espécies são para consumo humano.

Por isso, podemos estar a consumir, através destes peixes, o mesmo plástico que foi parar indevidamente aos oceanos. Mas ainda não é possível fazer uma associação entre este consumo e problemas de saúde humana.