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Combater o plástico descartável

Inquérito sobre uso do plástico

Fizemos um inquérito em novembro e dezembro de 2017 sobre os hábitos de utilização do plástico (em sacos de compras e embalagens) junto de consumidores de Portugal, Espanha, Bélgica, Itália, Croácia e Kartal, um bairro de Istambul (Turquia). Obtivemos 1925 respostas portuguesas válidas.

Com estes resultados, percebemos que, das palavras e das reflexões aos atos, ainda parece haver uma distância considerável. Apesar disso, 42% afirmam tomar muitas medidas para reduzir o uso de plástico no quotidiano. Prova disso talvez sejam os 78% que afirmam trazer sacos de casa para evitar comprar novos, por um lado, e, por outro, que só 2% ainda comprem sacos de plástico quando vão às compras.

Em termos genéricos, as preocupações ambientais aparecem em quarto lugar nas decisões de compra de produtos: a qualidade e o preço e as promoções associadas aos produtos lideram as preferências do consumidor.

Olhar para os preços com cuidado acrescido, especialmente depois da experiência recente de crise que vivemos, tornou-se um desporto nacional. Mesmo assim, 80% consideram-se dispostos a pagar por sacos biodegradáveis e a maioria acredita que 7,36 cêntimos é uma fasquia suportável para os bolsos. Quanto a produtos embalados, no que diz respeito a novos materiais de plástico, a tendência também é animadora: 46% preferem o plástico biodegradável, contra 33% que afirmam ainda recorrer ao plástico convencional ou a embalagens sem ser de plástico.

Já antes nos tínhamos pronunciado sobre a entrada dos bioplásticos como substitutos privilegiados e amigos do ambiente no mercado. Mas, na altura, afirmámos duas condições para conseguir conjugar, com sucesso, as necessidades dos cidadãos com a saúde do planeta: a produção de bioplásticos não pode ser feita à custa de terrenos onde se produzem alimentos e o custo adicional não pode sair, na íntegra, dos bolsos dos consumidores.

 

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Este projeto recebeu financiamento europeu por parte do programa Horizonte 2020 de Investigação e Inovação da União Europeia, de acordo com o contrato n.º 730423. A responsabilidade por qualquer erro ou omissão é exclusiva do editor. O conteúdo não reflete necessariamente a opinião da Comissão Europeia. A Comissão Europeia não se responsabiliza por qualquer uso da informação contida neste texto.