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Amianto: como lidar com o perigo

14 novembro 2019
placas de amianto

Há vários tipos de amianto, com diferentes graus de risco. O amianto por si só não é uma ameaça.

Quais os perigos do amianto

O amianto é uma fibra natural proveniente de vários minerais e a sua perigosidade para a saúde reside na inalação das suas fibras. Existem seis variedades de amianto e todas podem causar fibrose pulmonar, cancro do pulmão e mesotelioma – tumor maligno localizado ao nível da pleura, peritoneu e pericárdio – mas têm diferentes graus de perigosidade. Assim, o risco de aparecimento da doença vai depender não só do tipo e da dimensão da fibra, como da sua concentração e do tempo de exposição.

Mas há que referir que a presença de amianto num edifício não constitui, por si só, um risco para a saúde. O perigo está associado à danificação de materiais que o contêm, pelo potencial de libertação de fibras, inalação e posterior alojamento nos pulmões. Se o material estiver em boas condições, o melhor é mantê-lo, evitando tocar-lhe. Mas se estiver a desagregar-se, com a libertação de fibras, os riscos para a saúde são maiores. Caso os danos sejam ligeiros, aconselha-se o acesso limitado à área, para evitar a manipulação e o aumento da danificação.

Depois de inaladas, as fibras alojam-se nos pulmões onde podem permanecer durante décadas e causar danos irreversíveis. As consequências da inalação deste tipo de materiais podem surgir entre 10 a 60 anos após o contacto.

Quando as fibras estão fracamente ligadas no material devido à friabilidade ou condução desse produto o risco de libertação aumenta. Já nos casos em que as fibras estão fortemente ligadas num material não friável diminuem as probabilidades de libertação. 

Na maioria dos casos só com recurso a análises laboratoriais é possível comprovar a presença de amianto. E, apesar das placas de fibrocimento aparecerem associadas à presença deste composto tóxico, há algumas que não o incluem mesmo que, no aspeto, sejam semelhantes àquelas que apresentam perigo.