Dossiês

Economia circular: como se pode tornar mais sustentável

Produtos reutilizáveis

Roupa

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Segundo a Fundação Ellen Macarthur, nos últimos 15 anos duplicámos a quantidade de roupas que produzimos e reduzimos pela metade as vezes em que vestimos essas roupas antes de as deitar fora. Também a UNECE (United Nations Economic Comission for Europe) afirma que 40% das roupas que temos no armário não são usadas.

As decisões de compra são, em grande parte, impulsionadas pela moda. Mas existe potencial para reparação e reutilização.

Pequenas modificações aqui e ali ou tingir uma peça de roupa pode ser o suficiente para que a volte a usar por mais tempo. 

Procure roupa que dure mais; pode ser um pouco mais cara, mas a duração vai compensar o preço.

Se tiver mantas, lençóis, toalhas, peças de vestuário ou calçado que não usa, mas em estado razoável, doe a alguém que precisa ou a entidades de apoio social. Algumas, como a Associação Humana, disponibilizam contentores em vários espaços comerciais. Confira a localização no site da Associação Humana. As peças aí depositadas são depois vendidas ou enviadas para países africanos. Muitas autarquias disponibilizam também este tipo de contentores, para ajudar a vestir e a calçar quem mais precisa. Pode ainda entregar em paróquias e igrejas com pequenos grupos de recolha.

Em mau estado, corte-a em quadrados e transforme-a em panos de limpeza. Se juntar em grande quantidade, contacte um operador de gestão de resíduos que a aceite e valorize como combustível derivado de resíduos.

 

Eletrodomésticos

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Os consumidores estão cientes da mais-valia que é a opção por produtos duráveis e reparáveis, mas estas informações são difíceis de encontrar.

Milhões de produtos elétricos e eletrónicos são descartados todos os anos na UE. Muitos deles são-no prematuramente, porque não podem ser atualizados, estão fora de moda ou porque não há soluções satisfatórias para a sua reparação. Em muitos casos, o custo da reparação pode estar próximo do custo de comprar um novo produto, desencorajando os consumidores a fazer esta opção. No entanto, de acordo com um inquérito Eurobarómetro publicado em 2014, 77% dos cidadãos da UE preferem reparar os seus bens do que comprar novos. Portanto, por que as pessoas tendem a comprar principalmente novos produtos e de que forma podem ser incentivados a repararem os seus produtos

Prefira sempre a reparação à substituição. Dentro do possível, contacte representante da marca para o reparar. Nem sempre o orçamento é alto. 

Se for possível, leve-o a um dos Repair Cafés, que já funcionam em Lisboa e noPorto (veja em www.circulareconomy.pt): trata-se de espaços em que voluntários oferecem o seu tempo para fazer pequenas reparações. 

Opte, sempre que possível, por eletrodomésticos mais duráveis. 

Quando substituir o seu eletrodoméstico por um novo, doe a uma instituição de apoio social, desde que ele ainda se encontre em condições de funcionar.

Caso o aparelho já não funcione, pode entregá-lo à loja onde comprou o novo (sem qualquer encargo adicional para si), depositá-lo num ecocentro ou num dos pontos de recolha das entidades gestoras de resíduos de equipamentos elétricos e eletrónicos: Amb3eERP Portugal e Weeecycle.

 

Mobiliário

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Tente transformar móveis velhos para novas funções, quando possível. Pinte-os, forre-os ou adapte-os se tiver jeito para tal.

Vender em segunda mão ou doar é sempre uma boa opção, quando ainda se encontram em bom estado.

Quando se tornarem inúteis (por degradação) não os deite no lixo: contacte a sua câmara municipal, solicitando a recolha, ou entregue-os no ecocentro mais perto de si.