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Protetores de madeiras: sete vidas para os móveis

17 julho 2017
Protetores de madeira

17 julho 2017
Bancos e mesas de jardim ganham novo fulgor com os produtos testados, que conferem proteção sem cobrirem a textura da madeira. Mas há que fazer bem as contas para não pagar mais por qualidade inferior.

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Verniz, velatura e lasure: são várias as opções para dar aquele brilhozinho à madeira, aquele novo sopro de vida, sem retirar a alma da textura, das nervuras e das imperfeições. Mas, para escolher a opção certa, há que distinguir estes termos, uma avaliação nem sempre óbvia, até porque abundam as designações nas próprias embalagens dos produtos. 

O verniz cobre os poros da madeira, criando uma película de proteção que esconde os veios sob uma camada espessa. Já a velatura impregna a madeira sem cobrir os poros e, por isso, não proporciona uma película tão resistente. Em contrapartida, continua a ser possível sentir a textura com um toque de dedos.

E o lasure? É tão idêntico à velatura que, por vezes, os fabricantes tanto utilizam um termo como o outro. Chamemos-lhe protetor de madeira para facilitar. Testámos oito destes produtos, de base aquosa, que apresentam cor, mas não cobrem de forma opaca. E descobrimos que, com a Escolha Acertada, que também é Melhor do Teste, pode poupar um euro por cada metro quadrado tratado, em relação à média dos produtos testados. Se pensarmos que uma lata de 0,75 litros, em média, é suficiente para cobrir oito metros quadrados, então, a poupança é de € 8 por embalagem.

Simulámos até 4 demãos 

Para testarmos o desempenho dos protetores, aplicámos duas a quatro demãos em barras de madeira padronizadas. Utilizámos uma trincha e tivemos a preocupação de executar o trabalho de forma homogénea. Só não seguimos as recomendações do fabricante em relação à quantidade de produto por passagem, pois esta medição é impossível de controlar com rigor pelo consumidor. No fundo, simulámos um uso normal: ao atingirmos uma cobertura completa e sem excesso de produto, parávamos.

Embora a diferente coloração dos protetores possa complicar a comparação dos resultados, pois, quanto mais escura, mais se notam as marcas de arrastamento da trincha, um olho treinado não tem dificuldades. Até porque as diferenças podem ser evidentes. Em termos de acabamento, lembre-se de que, quanto mais brilhante, menor a resistência ao desgaste. Um aspeto mate pode não ser tão atraente, mas suporta melhor a erosão.

Porém, a proteção das madeiras é uma corrida de fundo e não uma prova de velocidade. Não interessa ser apenas bonito, mas proteger contra os raios ultravioleta, a água e a humidade. E, aí, as diferenças entre produtos voltam a ser muito evidentes.