Como testamos

Detergentes manuais da loiça: como testamos

17 dezembro 2018
detergentes loica

17 dezembro 2018
A maioria dos 17 detergentes testados são baratos, mas o importante é a relação entre o custo e a eficiência. Em laboratório, entre outros parâmetros, analisamos a composição.

Analisámos 17 detergentes manuais para lavar loiça: dois normais, doze concentrados e três ultraconcentrados.

Mesmo contando com uma máquina da loiça, necessitamos de ter em casa um detergente para lavar à mão algumas peças que não ficam bem lavadas na máquina. Em que critérios nos baseamos para avaliar estes detergentes? Basicamente, em três: eficiência, composição e preço.

A maioria dos detergentes são produtos baratos, mas isso não significa que tenham uma boa relação entre preço e eficiência, que é o aspeto decisivo na escolha de um bom detergente: um produto mais eficiente lava mais loiça com a mesma quantidade de detergente. Por isso, não se concentre apenas no preço, pois, neste tipo de produto, o barato pode sair caro. 

Entre outros aspetos, valorizamos o conteúdo em tensioativos, determinante para a qualidade deste tipo de produto. Quanto mais elevada a percentagem de tensioativos, melhor o resultado da limpeza. Através da leitura do rótulo é possível distinguir vários tipos destes compostos: os tensioativos aniónicos encarregam-se de produzir espuma, os não iónicos destacam-se pela capacidade de limpeza e os anfotéricos caracterizam-se por minimizarem a agressão à pele.

A partir da composição, verifica-se também os possíveis riscos do produto.

Para avaliar a eficácia de cada detergente contabilizamos o número de pratos que conseguem lavar com 2 gramas de produto, em 5 litros de água. 

Uma prova prática com um painel de 30 voluntários permitiu descobrir o consumo real do produto, complementando assim os testes em laboratório.

 

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