Como testamos

Detergentes lava-tudo: como testamos

detergentes como testamos

Submetemos detergentes lava-tudo a uma maratona de provas em laboratório para revelar se são eficientes contra a sujidade em quase todas as superfícies, como prometem.

Para testar a eficácia a remover a sujidade localizada, aplicámos uma mistura de terra e gordura em placas cerâmicas e colocámo-las no forno a 105ºC durante 24 horas. Decorrido este período, as placas foram inseridas num dispositivo específico, que efetua movimentos com uma esponja impregnada com 6 mililitros do detergente testado. Após 15 passagens em vaivém, o estado de limpeza de cada placa foi avaliado por um painel de peritos, de acordo com uma escala de 0 (limpeza muito deficiente) a 10 (limpeza completa). Este processo foi repetido quatro vezes e, na avaliação final, usámos a média dos quatro ensaios.

Para conhecer a eficácia do detergente na limpeza de sujidade mais difícil, o processo fez-se de modo idêntico mas com o forno a 110ºC.

Na limpeza de superfícies como o chão, estes produtos são diluídos em água e é suposto não ser necessário um enxaguamento final. Espera-se que, após a secagem, não haja marcas, nem manchas. Para verificar até que ponto as superfícies lavadas ficaram brilhantes, usámos uma solução diluída de detergente em água, de acordo com as recomendações expressas no rótulo de cada produto.

Neste teste, recorremos a superfícies espelhadas que são lavadas com um pano impregnado com 6 mililitros da solução diluída. Após cinco passagens em vaivém, as superfícies foram avaliadas visualmente pelo painel de peritos, de acordo com uma escala de 0 (ausência de vestígios) a 4 (vestígios muito visíveis de detergente). Tal como nos ensaios anteriores, também aqui o processo foi repetido quatro vezes e, na avaliação final, usada a média dos quatro ensaios.

Informação do rótulo

No rótulo, a informação deve ser completa, legível e clara sobre como usar, em que materiais não pode ser aplicado, indicações para uso seguro, etc. O único dado esquecido por vários fabricantes é a lista de superfícies onde não convém utilizar estes produtos: madeira não-tratada ou encerada, alumínio anodizado e vidro são exemplos de materiais suscetíveis a alguns ingredientes usados nos detergentes lava-tudo.

Com base na informação dos fabricantes, disponível no rótulo e, por vezes, no site da marca, procurámos saber se os produtos analisados contêm ingredientes nocivos para o ser humano e para o meio ambiente (por exemplo, conservantes, perfumes, corantes e biocidas). Tivemos em conta os efeitos de toxicidade aguda e a longo prazo no meio aquático – onde acabam todos os ingredientes usados –, bem como o nível de biodegradabilidade e as características de bioacumulação.

Na avaliação, valorizámos também a presença de bitrex (substância amarga que demove as crianças de ingestão acidental), a tampa de segurança (infelizmente, não é obrigatória nestes produtos), o número do centro de informação antivenenos (800 250 250) e pictogramas de perigo (claros, mais simples e fáceis de entender).

Análise ao impacto ambiental

Pesámos a embalagem vazia e comparámos a quantidade de plástico com o número de doses do produto diluído para saber quanto plástico é usado por dose. Embalagens mais leves e produtos mais concentrados equivalem a menos produção de resíduos e menos custos no transporte e armazenamento, ou seja, a um menor impacto ambiental. Além das indicações para reciclagem, tivemos em atenção a utilização de material reciclado na embalagem.

 

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