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Poupe eletricidade com um sistema fotovoltaico

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Permite reduzir a fatura mensal da eletricidade, mas, para ser rentável, o sistema fotovoltaico tem de estar bem dimensionado.

03 maio 2022
Vários painéis fotovoltaicos no telhado de uma casa

iStock

O elevado custo da eletricidade, sobretudo após os mais recentes aumentos, leva muitos consumidores a quererem investir num sistema fotovoltaico, para produzirem parte da energia que consomem e, assim, baixarem a fatura mensal. É certo que a instalação destes sistemas é mais simples para quem vive numa moradia, mas também pode ser opção em apartamentos. Outra solução passa por convencer o condomínio a investir num sistema que alimente as várias frações.

Mas, antes de avançar, são precisos cuidados na definição e no dimensionamento do sistema. Só assim se consegue garantir que é eficiente e rentável, e que a produção se adequa às necessidades da casa, para não desperdiçar energia. Fizemos as contas para a instalação de um sistema fotovoltaico ajustado ao perfil de consumo de um casal que vive numa moradia de um piso e quatro assoalhadas, na zona do Porto, e verificámos que é possível poupar 366 euros anuais na fatura da eletricidade.

A importância do inversor

O primeiro passo a dar por quem quer investir num sistema fotovoltaico passa por identificar o perfil de consumo. Para obter a informação de forma simples, recorra às faturas da eletricidade. Subtraia à leitura real mais recente a registada no mesmo mês, mas do ano anterior: obtém uma estimativa do consumo anual. Contudo, terá de perceber como aquele é distribuído ao longo do dia, dado que o sistema só irá produzir energia enquanto houver sol. A ligação à rede elétrica tem de ser mantida, para garantir energia nos períodos sem sol, naqueles em que o consumo é superior à produção do sistema ou em caso de avaria de algum componente.

Definido o valor de eletricidade que se pretende produzir, avança-se para a definição da melhor solução. Dos vários componentes de um sistema solar fotovoltaico, destacam-se os painéis e o inversor (ou microinversor). Os primeiros incluem células fotovoltaicas que captam a energia solar e a convertem em corrente elétrica. Por sua vez, o inversor (ou microinversor) transforma a eletricidade produzida, de modo a ser consumida pelos equipamentos instalados em casa. É a potência deste que determina a capacidade de produção do sistema. Tem ainda a capacidade de monitorizar a produção solar, para permitir tanto o autoconsumo como a injeção do excesso de eletricidade na rede pública. Os microinversores, por serem instalados junto aos painéis, têm a vantagem de monitorizar individualmente a produção destes, sendo mais fácil detetar avarias.

É essencial que o painel e o inversor ou microinversor sejam compatíveis. O nosso simulador mostra as diferentes combinações de sistemas e quais as mais eficientes.

Peça vários orçamentos

Antes de investir no sistema fotovoltaico, o técnico tem de visitar o local, a fim de verificar a área disponível para os painéis e as suas características (orientação e inclinação) e a instalação elétrica da habitação. Deve ainda garantir que não existem fatores que possam afetar a produção, como sombreamentos indesejados. O técnico tem ainda de analisar o perfil de consumo do agregado, para apresentar a solução mais adequada. Cada caso é um caso, e o que serviu para um conhecido pode não ser o melhor para si: os consumos diferem entre lares, e não é o montante final da fatura que ajuda a caracterizá-los.

Quando não há certeza do perfil de consumo, o melhor é começar por um sistema menor — à partida, é mais barato — e monitorizar o consumo durante um período mínimo de seis meses. Existem dispositivos das marcas dos microinversores, que permitem monitorizar o consumo de energia. Recomendamos a sua instalação. Aliás, algumas marcas aumentam o prazo de garantia do sistema, quando aqueles são a opção. Se concluir que o sistema está subdimensionado, há sempre possibilidade de acrescentar outro conjunto, que dê resposta às necessidades da família.

Contacte várias empresas, para ter diferentes orçamentos. Consulte o nosso simulador e verifique se as combinações entre painéis e inversores são as mais eficientes. Decidido o sistema, caso precise de ajuda na compra, pode recorrer a um crédito específico para energias renováveis. Este produto tem condições mais vantajosas do que o crédito pessoal sem finalidade. A principal é a taxa de juro. Embora todos os créditos ao consumo pratiquem as taxas máximas definidas pelo Banco de Portugal, quando a finalidade é o investimento em renováveis, a taxa anual de encargos efetiva global (TAEG) é bastante inferior. Como se trata de um empréstimo com condições especiais e custos mais baixos, é necessário comprovar o verdadeiro destino dos fundos através de uma fatura ou de um orçamento discriminado.

 

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