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Novas tecnologias de painéis fotovoltaicos são mais eficientes?

Células half cut, PERC (tipo n ou p) e painéis bifaciais: testámos três novas tecnologias de painéis. Para já, são interessantes no caso de uma instalação feita de raiz, que permita tirar o máximo proveito do sol.

  • Dossiê técnico
  • Ricardo Pereira
  • Texto
  • Isabel Vasconcelos
30 junho 2020
  • Dossiê técnico
  • Ricardo Pereira
  • Texto
  • Isabel Vasconcelos
Casa com painéis fotovoltaicos no telhado

iStock

As tecnologias estão em constante evolução, e os painéis fotovoltaicos não são exceção. Surgiram no mercado três tecnologias, que, isoladas ou em conjunto, prometem aumentar a eficiência do sistema e, assim, produzir mais eletricidade: células half cut, PERC (tipo n ou p) e painéis bifaciais. Comprámos três painéis que as utilizam, submetemo-los a vários testes e revelamos as principais características de cada uma.

Novidades permitem aumentar eficiência de painéis

As novas tecnologias de painéis podem ser usadas isoladas ou em conjunto: o importante é maximizar a eficiência. Na instalação, impõe-se considerar alguns atributos. Por exemplo, os painéis com células half cut devem ser a opção em locais com sombra. Já os bifaciais requerem requisitos específicos na instalação, para potenciar o efeito da bifacialidade.

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Não troque já os painéis

As novas tecnologias conseguem realmente aumentar um pouco a eficiência do sistema, mas tal não significa que deva ir já trocar os seus painéis. Por exemplo, se tem o seu sistema há três anos ou mais e se funciona sem problemas, não o faça. Continue a tirar partido dele e espere até precisar de investir em novos painéis: até lá, podem surgir tecnologias ainda melhores.

Já se os painéis do seu sistema fotovoltaico estão a chegar ao fim da vida, analise a melhor solução. Tudo dependerá do estado dos atuais painéis e do preço que conseguir negociar para os novos. Comparámos o custo médio de um sistema que utiliza painéis de uma das novas tecnologias com outro de células convencionais. Ao conseguir um desconto de 30% nos painéis da geração anterior, o prazo de retorno do investimento será mais curto do que com a nova tecnologia. Se o desconto for superior — algo que pode acontecer para escoar os painéis —, mais depressa recupera o investimento e consegue um custo anual de produção de kWh mais competitivo. Daí recomendarmos que estenda ao máximo a utilização do atual sistema, para que o investimento nas novas tecnologias só ocorra quando o mercado amadurecer.

Mas, se pondera agora instalar um sistema fotovoltaico de raiz, a opção pelas novas tecnologias poderá ser interessante. Até porque tem a possibilidade de desenhar e pensar o sistema para obter o máximo proveito.

Atenção ao preço do sistema

Comparámos o custo de sistemas com três painéis e microinversores
e uma estrutura de telhado. Na simulação para Lisboa, considerámos
o consumo de toda a eletricidade produzida
.

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Escolher bem um sistema fotovoltaico de autoconsumo 

Se quer investir num sistema fotovoltaico de autoconsumo, tem de garantir que a (quase) totalidade da energia diária produzida pela instalação é usada pelos equipamentos ligados em casa. Para tal, é crucial determinar o perfil de consumo.

De seguida, verifique se a casa exibe as condições ideais (ou, pelo menos, mínimas) para a instalação. Os painéis devem ficar numa zona com a correta orientação solar, sem sombras durante o dia e próxima do local de consumo. Convém que o instalador visite a habitação e analise não só as condições físicas (orientação, inclinação do telhado e distância entre os pontos de produção e de consumo), como também o perfil de consumo, caso o utilizador não o saiba fazer, para propor um sistema adequado. Deve ter ainda em conta as particularidades das novas tecnologias. As empresas instaladoras conhecem os requisitos legais e devem entregar os sistemas em total conformidade.

Explicações dadas, se tiver condições para instalar um sistema fotovoltaico, pondere tirar partido do sol para alimentar os aparelhos que utiliza.

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