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Microgeração EDP: investimento pouco promissor

10 abril 2013 Arquivado

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Há aplicações mais rentáveis do que o tarifário microgeração EDP. Implica investir cerca de 14 mil euros em equipamento e o prazo para se tornar rentável ronda os 10 a 14 anos.

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Os 10 a 14 anos indicados têm em conta as estimativas de ganhos monetários indicados pela EDP. Se o real rendimento dos painéis fotovoltaicos for inferior ou caso aconteça alguma avaria ou situação imprevista, estes prazos de retorno poderão facilmente disparar.

Deveria existir mais informação disponível referente aos reais rendimentos dos painéis durante a sua vida, nomeadamente os níveis de produção de eletricidade (em kW/h) após o primeiro ano. Aliás, a falta de detalhe na informação disponibilizada é transversal: valores sem IVA incluído, ausência de especificações técnicas e de rendimento de equipamentos (painéis, inversor), não inclusão de custos de equipamento solar-térmico, etc.

Se precisar de um empréstimo bancário, tal irá encarecer o investimento inicial. Poderá, eventualmente, ter de mudar de banco – nem todos os bancos oferecem esta solução.

Quanto aos 10% de desconto sobre a tarifa da eletricidade e do gás para quem aderir ao tarifário microgeração até 30 de abril, há que ter em conta que, em muitas áreas do País, o consumidor ainda não tem gás natural canalizado. Nestes casos, só pode usufruir do desconto para os consumos de eletricidade.

Adicionalmente, o desconto é válido até 31 de janeiro e obriga a efetuar os pagamentos por débito direto.

Considerando o consumo anual de um agregado familiar com 6,9 kVA contratados (4 000 kWh de eletricidade por ano e 320 m3 de gás), este desconto será de apenas € 83 até janeiro, o que representa um retorno de apenas 0,6% no custo de aquisição do equipamento fotovoltaico e que poderá ser absorvido por um eventual aumento da potência contratada para os 6,9 kVA.