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Posso confiar no contador inteligente?

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Estes aparelhos abrem a possibilidade de o registo dos consumos ser feito à distância e acabarem as estimativas. Esclarecemos dúvidas com a ERSE e a EDP Distribuição.

  • Texto
  • Isabel Vasconcelos
28 abril 2021
  • Texto
  • Isabel Vasconcelos
contadores inteligentes

João Ribeiro

A pouco e pouco, os chamados contadores inteligentes de eletricidade começam a ocupar o seu espaço nos lares nacionais. Trata-se de aparelhos de medição digitais — os tradicionais são eletromecânicos — que, ao funcionarem integrados em redes inteligentes, garantem um conjunto de benefícios para o consumidor, como o envio automático de leituras. Em resultado disso, a faturação deixará de ser feita com estimativas, caso não seja comunicado o consumo.

Esclarecemos as dúvidas com a ajuda da ERSE e da EDP Distribuição

Fomos contactados por consumidores que, ao receberem uma carta a anunciar a substituição do contador, ficaram com dúvidas sobre a razão da troca e as consequências que esta pode ter no dia-a-dia e na faturação. Outros, já com o novo contador, queixam-se de que o quadro dispara com mais frequência ou que o valor a pagar aumentou.

Juntámos as questões que chegaram, acrescentámos algumas que também consideramos importantes e fomos conversar com quem pode esclarecer as dúvidas do consumidor: a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) e a EDP Distribuição. A primeira é a responsável pelo quadro normativo e de supervisão desta operação. A segunda é quem a está a pôr em prática, por ser o principal operador da rede de distribuição de eletricidade em Portugal Continental. Desde janeiro de 2021, a EDP Distribuição chama-se E-Redes.

Ainda pode ser preciso enviar a contagem

Vários consumidores questionaram-nos se a instalação de contadores inteligentes dispensa o envio da leitura para o fornecedor do serviço. A comunicação automática de leituras ainda não está implementada em todas as instalações, pelo que se recomenda que os consumidores enviem as leituras para evitarem surpresas por via de acertos, apesar de não existir qualquer obrigatoriedade de envio de leituras. Quando esta não é realizada, a faturação baseia-se numa estimativa do consumo, de acordo com o método escolhido: média diária (por defeito) ou consumo fixo (acordado com o comercializador).

A leitura estimada, por basear-se numa média, pode implicar sobrefaturação. Para evitar esta situação, consulte a última fatura e verifique qual a data recomendada para comunicar a leitura ao comercializador. A indicação desta data é obrigatória e a sua comunicação é uma forma simples de evitar surpresas. Assim, mesmo quem tem contador inteligente, se verificar que as faturas continuam a ter valores cobrados por estimativa, deve comunicar a leitura.

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