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Leilão de eletricidade agita o mercado

19 junho 2013 Arquivado

19 junho 2013 Arquivado

Em maio, os portugueses viram a possibilidade de poupança na fatura da eletricidade no mercado livre aumentar o dobro ou mais. O leilão de eletricidade da DECO deu o mote.

A 1 de maio de 2013, a poupança máxima na tarifa simples face à tarifa regulada para um consumidor que passasse para o mercado livre era de € 8, para uma potência de 3,45 kVA (consumo anual de 1700 kWh), e de € 16, para uma potência de 6,9 kVA e consumo de 2700 kWh. No leilão de eletricidade, a tarifa vencedora, da Endesa, veio apresentar uma redução maior. Nas semanas que se seguiram, todos os fornecedores que não acompanharam a oferta vencedora da Endesa apresentaram aos consumidores novos tarifários. Contas feitas a 30 de maio, a poupança, para as potências mais comuns, aumentou para € 18 e € 32, consoante se contrate 3,45 ou 6,9 kVA de potência, respetivamente. Afinal, sempre havia margem para baixar as tarifas.

Poupança anual dos consumidores duplicou na sequência do leilão.
Poupança anual dos consumidores duplicou na sequência do leilão.
Quando a potência aumenta, portugueses continuam a poupar o dobro.
Quando a potência aumenta, portugueses continuam a poupar o dobro.

Quem contratou a tarifa bi-horária, não conseguia qualquer poupança ao mudar para o mercado mercado livre, a 1 de maio. No final do mês, as propostas que apareceram já permitiam uma poupança de € 17 e € 26, consoante a potência seja de 6,9 kVA (consumo de 4200 kWh) ou de 10,35 kVA (consumo de 6300 kWh), sendo que 40% da energia é consumida no horário de vazio.

Na bi-horária, já há possibilidade de poupança, quando dantes não era possível.
Na bi-horária, já há possibilidade de poupança, quando dantes não era possível.

Além da redução do preço, também constatámos alterações nos contratos. Os novos tarifários optaram por isentar as tarifas da revisão trimestral da ERSE, tal como conseguimos com o leilão. Com exceção da Iberdrola, os restantes fornecedores não penalizam o consumidor, caso rescinda o contrato antes do final do prazo.

Os novos tarifários continuam a limitar os meios de pagamento. O débito direto é a única alternativa para os consumidores, com exceção da Endesa Leilão de Eletricidade. Os restantes estão a violar a recomendação da ERSE que considera importante haver, pelo menos, dois meios de pagamento disponíveis para o consumidor.

Comparámos os novos contratos
  Contrato legível Faturação Penalização Meios de pagamento
EDP Sim Cada 2 meses Não Débito direto
Endesa Sim Mensal Não Todos
Iberdrola Não Mensal Sim Débito direto
Galp Sim Mensal Não Débito direto

O leilão de eletricidade alcançou o seu objetivo: reduzir a fatura da eletricidade e conseguir contratos mais justos. A união e a força de mais de 500 mil consumidores mostrou que é possível mexer com um mercado forte como o da eletricidade. Quanto a nós, inspirou-nos a continuar com ações do género, para juntos, pagarmos menos.


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