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A Comissão Europeia aprovou em Maio a nova apresentação e regras para as etiquetas energéticas dos equipamentos eléctricos. A partir de 20 de Julho de 2011, o novo formato de etiqueta deverá ser adoptado na totalidade. Cada tipo de aparelho terá uma etiqueta: ar condicionado, máquinas de lavar roupa e loiça e frigoríficos, entre outros. Menos texto e maior aposta no grafismo e símbolos são vantagens. Mas há pontos a clarificar, como a existência de diferentes equipamentos com escalas não comparáveis. Actualmente, a maioria dos electrodomésticos pertence à classe A, A+ ou A++. Para evitar que a etiqueta se torne inútil, a actualização da classificação é decisiva.

Mais imagens e actualizações
Símbolos bem conhecidos, como a torneira a deitar água ou os níveis sonoros, são integrados nos novos rótulos, onde a imagem pretende encurtar as explicações. Outro aspecto positivo é a possível integração destas etiquetas em produtos que consomem electricidade e nos que podem ter um impacto no gasto de energia durante a utilização. Exemplos: janelas ou isolamento térmico. Esta alteração pode ter um bom impacto na concepção dos edifícios e na redução dos consumos.

A evolução tecnológica ditará a renovação das etiquetas energéticas quando a maioria dos produtos atingir as duas classes mais elevadas de eficiência energética. Também está previsto, de 4 em 4 anos, o acompanhamento da utilização.

Aparelhos sem comparação
A nova etiqueta energética mantém a classificação das letras entre A e G. Três classes adicionais podem ser acrescentadas: A+, A++ e A+++, para equipamentos mais eficientes. O número total de classes está limitado a sete e a escala de cor oscila entre o verde-escuro e o vermelho. Apenas o vermelho pode ser duplicado. Mas tal significa que diferentes equipamentos terão escalas desiguais.


Exemplo provisório da classificação na nova etiqueta energética

Nas máquinas de lavar roupa, por exemplo, a classe mais eficiente poderá ser A+, enquanto nos aparelhos de ar condicionado pode ser A+++, mas ambos serão verde-escuro. No primeiro caso, a classe mais baixa será o F e, no segundo, o D. No caso dos frigoríficos, pode ainda ser mais estranho: mesmo que a nova etiqueta classifique equipamentos com A+++, a última classe é D, o que corresponde a produtos que já não estão à venda.

As etiquetas terão ainda uma data, pois pressupõe-se que a classificação será revista periodicamente, tendo em conta a evolução tecnológica. Além de confirmar os limites das classes, o consumidor pode verificar a data para saber se são comparáveis.