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Eco Saver G-NER-G: não poupa e arrisca uma descarga de 100 volts

15 novembro 2013 Arquivado

15 novembro 2013 Arquivado

Anunciado como economizador e protetor dos eletrodomésticos face a variações de corrente, na verdade, o Eco Saver G-NER-G não poupa, consome energia e arrisca uma descarga de 100 volts.

Custa desde € 9,90 na Internet e oferece outro aparelho na compra. Como a embalagem não indica o fabricante, informámos quem comercializa o equipamento dos resultados e denunciámos as falhas de segurança elétrica à Autoridade de Segurança Alimentar e Económica.

O Eco Saver G-NER-G é uma espécie de caixa que se liga à tomada. Anunciado como um otimizador energético que permite poupar até 35% da fatura de eletricidade, o Eco Saver G-NER-G alega proteger os eletrodomésticos das flutuações de corrente.

No início de 2012, realizámos testes em laboratório para verificar o consumo de um aspirador e de um micro-ondas, com e sem o apoio do Eco Saver G-NER-G. Verificámos que a potência consumida é superior e a fatura não diminui. A história passa-se ao contrário: ligado à corrente, o G-NER-G revela um consumo significativo, idêntico ao de uma ventoinha.

Não desperdice 10 euros: o Eco Saver G-NER-G não baixa o consumo e o perigo de choque é real.

Testámos a eficácia a estabilizar a corrente e a armazenar energia, simulando flutuações na rede elétrica. Perante um pico de tensão, o aparelho deveria armazenar a energia e fornecê-la aos eletrodomésticos em caso de queda de tensão. Mas esta compensação não ocorre. Como o aparelho está ligado a um circuito de tomadas, perante uma queda de tensão, a energia guardada teria de servir para todos os equipamentos no mesmo circuito. E de facto esta compensação não acontece.

Abrimos o dispositivo para analisar e não vislumbrámos nenhuma tecnologia revolucionária: é composto por um condensador, duas luzes e um circuito elétrico básico.

Identificámos falhas graves de segurança elétrica. Todos os condensadores possuem uma carga que resulta da energia que acumulam (carga parasita). E tal como mandam as normas de segurança elétrica, a carga nos terminais do aparelho não pode exceder os 34 volts após 1 segundo. No laboratório, desligámos o aparelho, esperámos 1 segundo e medimos 100 volts nos terminais do economizador. Se o utilizador tocar nos terminais, pode ser vítima de uma descarga elétrica considerável.