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Defeitos em painéis fotovoltaicos não são de fabrico

29 outubro 2015

29 outubro 2015

Se quer poupar na fatura da eletricidade, um sistema de autoconsumo fotovoltaico pode ser uma boa opção. Contudo, durante os nossos testes, descobrimos vários defeitos visíveis e invisíveis nos sistemas. Mas a culpa não é das fábricas.

Após os testes feitos aos sistemas de autoconsumo fotovoltaico, efetuados nas condições em que os mesmos chegam a casa dos consumidores, detetámos inúmeros defeitos escondidos, capazes de provocar problemas a médio e longo prazo.

A maioria dos indícios ia no sentido de que os problemas detetados seriam resultantes do mau manuseamento nos processos de transporte e armazenamento, e não de questões diretamente relacionadas com a qualidade do produto.

Com base nesta desconfiança e para o podermos verificar, contactámos os fabricantes e solicitámos que se disponibilizassem para que auditássemos as suas fábricas, processos de fabrico e metodologias de controlo de qualidade do produto.

Confirme abaixo os resultados dos produtores que aceitaram ser auditados por nós nos prazos previstos.

Como ler o quadro

  • Controlo dos componentes e ligação das células solares. Um módulo apenas pode conter células da mesma potência ou a menos potente irá afetar o rendimento das restantes. As fissuras e outros pequenos defeitos na célula ou soldaduras de má qualidade devem ser completamente evitadas. Não são normalmente visíveis a olho nu, aparecendo apenas nos testes de eletroluminescência. Os elementos defeituosos devem ser substituídos.
  • Montagem dos diferentes componentes. As diferentes camadas são montadas por laminagem. O objetivo é manter todos os componentes perfeitamente alinhados e proteger as células contra os elementos. Em caso de problemas na laminagem, alguns componentes podem dissociar-se ou podem formar-se bolhas de ar, o que coloca em perigo o isolamento elétrico do painel. A infiltração de humidade poderá diminuir a vida útil do painel. O fabricante deverá controlar este processo na perfeição.
  • Acabamento do painel. O painel deve ser montado numa estrutura que garanta a sua rigidez. A estanquidade deve ser perfeita. Uma caixa de ligações é fixada na parte de trás com fita autocolante ou mesmo silicone. Além de estanque, a ligação não pode exercer pressão no painel para evitar danificar as células.
  • Controlo de qualidade do painel acabado. Cada painel é colocado sob tensão para se medir a sua potência exata. Verifica-se ainda o seu isolamento elétrico. Deverão também ser efetuados testes para verificação de defeitos invisíveis. Outros controlos de qualidade, como termografia, para deteção de pontos de sobreaquecimento, podem também ser efetuados.

Nestas auditorias, verificámos que a qualidade geral dos processos de fabrico e metodologias de controlo da qualidade são boas ou muito boas, confirmando a nossa desconfiança inicial: os produtos sofrem muitos danos depois de saírem das fabricas e até chegarem a casa dos consumidores. Para evitar estes danos, seria necessária uma cadeia logística dedicada e especializada neste tipo de produtos.

Por isso, defendemos o aumento do período de garantia da instalação destes sistemas. A garantia dos produtos (painel e inversor) já ronda os 10 anos em muitos casos, mas a garantia da instalação mantém-se nos 2 anos. Este prazo pode ser insuficiente para que o utilizador detete quebras na produção em relação ao estimado e aja em conformidade, dentro do prazo de garantia dos equipamentos.

Caso tenha alguma dúvida ou queira saber mais sobre este sistema energético, passe por Energias Renováveis em Casa.