Dossiês

Lâmpadas economizadoras: como escolher e usar

22 julho 2020
mão agarra lâmpada em frente a um candeeiro de mesa

As lâmpadas economizadoras ajudam a iluminar a casa de modo mais eficiente. Revelamos a lâmpada certa para cada divisão e descomplicamos o rótulo.

Início

As lâmpadas economizadoras, sobretudo as LED, são mais caras, mas permitem poupar na utilização. Escolha o tipo de lâmpada em função da divisão a que se destina. Quando esta perder a intensidade ou deixar de funcionar, não a deite no lixo: entregue-a na loja ou ecocentro. Veja as indicações da embalagem. Como os rótulos nem sempre são muito claros, descodificamos os principais símbolos.

Como poupar com lâmpadas LED

A iluminação da casa representa 10% dos gastos em eletricidade. As lâmpadas LED já conseguem bater as rivais em eficiência e o preço tem vindo a baixar significativamente. Aposte nas lâmpadas LED para luz ambiente. Ao fim de 6 anos, todas as LED continuam a garantir luz e com a mesma intensidade, mesmo ligando e desligando muitas vezes o interruptor.

Para tirar a limpo se as lâmpadas LED apresentavam uma longa durabilidade, todas as que adquirimos para testar entre 2010 e 2014 foram continuamente ligadas no laboratório até deixarem de funcionar ou até atingirem a duração indicada. Das 410 lâmpadas que sujeitámos a este teste, só 76 se ficaram pelas 10 mil horas e 274 duraram mais de 20 mil horas, sendo que muitas ultrapassaram esse valor. Grande parte das avarias ocorreram com as lâmpadas compradas no início do teste. Aquelas que adquirimos a partir de 2012 têm uma taxa de avaria menor.

Feitas as contas, por ano, as LED são a opção mais barata. E também não sofrem com o efeito do frio: podem ser usadas no exterior sem perda de luminosidade ou maior tempo de arranque.

Se estiver à espera que a lâmpada antiga "morra" para trocar por LED, perde dinheiro enquanto o tempo passa. Uma lâmpada incandescente de 60 W ligada 2 horas por dia, 5 dias por semana e 11 meses por ano gasta quase 30 kWh, ou seja, quase € 5 de eletricidade por ano. Obtém a mesma luz com uma lâmpada LED de 7 W. Mas, no mesmo cenário de utilização, gasta pouco mais de 3,30 kWh, ou seja, 50 cêntimos de eletricidade por ano. Agora, multiplique pelo número de candeeiros que tem na sala e veja quanto pode poupar. 

Também poupa se trocar as lâmpadas economizadoras por LED. No mesmo cenário, uma fluorescente compacta de 14 W gastaria o dobro da lâmpada LED: cerca de 1 euro de eletricidade por ano.

Trocar e reciclar lâmpadas

No fim de vida, não deite as lâmpadas no lixo. As compactas fluorescentes incluem mercúrio e as LED muitos componentes metálicos nocivos para o ambiente.

É obrigatório alertar o consumidor na lâmpada, com um ícone. As lâmpadas já gastas devem ser sempre entregues na loja onde comprar a nova lâmpada ou nos pontos de recolha de resíduos apropriados. O importante é considerar estes produtos como materiais eletrónicos, que, tal como todos os outros, não devem ser depositados no lixo normal.

Quando substituir uma lâmpada fluorescente compacta, tenha cuidado ao manuseá-la, para evitar quebras e libertação do mercúrio. Por exemplo, ao enroscar o casquilho, não o aperte com demasiada força.

Proteger a saúde 

O mercúrio é um componente essencial ao funcionamento das lâmpadas fluorescentes compactas, mas está limitado a 2,5 mg por lâmpada desde janeiro de 2013. Um termómetro antigo tinha cerca de 500 mg, ou seja, 100 vezes mais. A lâmpada não liberta mercúrio quando está acesa, mas, se partir, o mercúrio pode espalhar-se. Este risco é mais reduzido em lâmpadas de invólucro duplo.

Ainda assim, caso aconteça uma quebra, areje o local durante, pelo menos, 15 minutos e com um pedaço de cartão, varra o vidro partido e o mercúrio para um frasco de vidro ou saco de plástico e feche-os. Não use o aspirador. Lave o chão com um pano húmido e deite-o fora quando terminar.

Consumidores com pele mais sensível podem ressentir-se com os raios ultravioleta das lâmpadas economizadoras. Para a maioria da população, só uma exposição prolongada (cerca de 8 horas) a uma distância inferior a 20 centímetros pode, eventualmente, provocar lesões na pele ou na retina do olho.