Dicas

Termóstatos: comprar e instalar

21 outubro 2014

21 outubro 2014

Os modelos digitais, com ou sem fios, regulam o aquecimento para a temperatura ideal, permitindo o conforto e a poupança de energia e dinheiro.

20 graus à sombra
O ideal é instalar os termóstatos a 1,20 de altura, na divisão onde passa mais tempo (a sala de estar, para a maioria das famílias), e nunca em locais como o corredor ou o hall de entrada, mais sujeitos às correntes de ar. O segundo passo é escolher uma parede que não esteja directamente exposta à luz solar. Nas restantes divisões, podem instalar-se válvulas termostáticas, isto é, "torneiras" especiais para os radiadores. São sensíveis à temperatura e regulam o caudal de água em cada radiador. 

Os modelos sem fios também podem ser instalados na parede. Mas o mais simples é deixá-los em cima de um móvel, no suporte. Dessa forma, serão facilmente deslocados.

Quanto à temperatura, 20ºC são suficientes para a sala de estar. Para os quartos, o ideal são valores entre os 17 e os 18ºC. Já na casa de banho, é aconselhável subir a temperatura nas alturas do dia em que for mais utilizada: 23 a 24ºC. Durante a noite ou em caso de ausência, reduza para 15 a 16ºC ou menos.

Com ou sem fios
Para instalar de raiz o aquecimento, o mais simples é prever desde logo o tipo de termóstato. Apesar de os modelos com ou sem fios terem desempenhos semelhantes, os últimos são mais versáteis, uma vez que podem ser deslocados consoante as necessidades. Por exemplo, se passar o dia a trabalhar em casa, pode colocar o termóstato no escritório e à noite transferi-lo para a sala.

Se já houver um sistema de aquecimento e pretender colocar o termóstato, será mais difícil instalar novos cabos eléctricos. Os modelos sem fios portáteis são uma alternativa. Estes emitem um sinal de rádio captado por um receptor ligado à caldeira. Alguns termóstatos sem fios custam mais do dobro dos modelos sem fios, mas como estes exigem instalação eléctrica, pode não compensar se já existir um sistema de aquecimento central.

Em geral, os termóstatos funcionam com pilhas, mas alguns são ligados à corrente. Esta última opção parece melhor, mas, além de não fazer sentido para os aparelhos portáteis, ocorrendo uma falha de electricidade, as programações perdem-se. E se já houver um sistema de aquecimento, será mais difícil instalá-los para serem alimentados pela corrente.

Funções mais autónomas
A maioria dos termóstatos digitais tem funções que ajudam na utilização. A introdução de uma temperatura mais baixa quando vai, por exemplo, de fim-de-semana, é útil (função de anti-congelação). A casa, embora mais fria, não atinge valores abaixo de zero.

Graças à programação manual, é possível introduzir uma temperatura diferente, manualmente. Até voltarem a ser seleccionadas, as programações existentes são ignoradas. Com outra função, pode-se introduzir uma temperatura diferente da programada até à hora em que estava previsto mudar.

O temporizador permite que a instalação trabalhe a uma dada temperatura durante um período definido (pode variar, consoante o modelo, entre 3 a 240 horas). Contudo, não é uma função muito comum.

A função férias/ausência passa o sistema para a anti-congelação durante um período fixado, após o qual permite retornar à temperatura de conforto antes de chegar a casa. Para aqueles feriados que interferem com a programação semanal, é possível, com uma função presente em poucos modelos, copiar os valores de um sábado ou de um domingo.

Outras funções, também raras, possibilitam, por exemplo, a adaptação aos horários de Verão e Inverno, ou o controlo adicional do aparelho de ar condicionado. Outra função igualmente prática é a possibilidade de controlar, através do telefone, o termóstato, programando-o com teclas. Mas terá de comprar um kit para ligar o telefone de casa ao aparelho.


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