Dicas

5 passos para poupar gás em casa

Está a gastar mais do que desejava na fatura do gás? Com o aumento dos preços, há cinco passos simples que pode adotar para reduzir o consumo de gás em casa, poupando dinheiro. Saiba quais.

20 outubro 2022
Fogão a gás e euros

iStock

Com o preço do gás a disparar em todas as suas formas de consumo doméstico (natural, propano canalizado e engarrafado), e a refletir-se na fatura mensal, a poupança energética tornou-se uma preocupação ainda maior. Mais de metade dos lares nacionais dependem do gás engarrafado. Além das sugestões para poupar na botija, avançamos com algumas pequenas mudanças que podem fazer uma grande diferença no orçamento mensal.

1. Seja eficiente na cozinha

Sabia que a cozinha e a casa de banho são os locais onde há maior consumo de energia em casa? Consegue poupar água e gás ou eletricidade se optar por lavar a loiça na máquina, utilizando a capacidade total, em vez de lavá-la à mão. Evite lavar a loiça em água a correr, caso necessite de lavar à mão. Outra dica é usar menos o gás. Quando cozinhar, tenha todos os ingredientes preparados antes de acender o fogão ou o forno. E não se esqueça de colocar os tachos nos queimadores de fogão adequados. Outra forma de aproveitar melhor a energia é tapar sempre os tachos para acelerar a fervura. Assim que a água estiver a ferver, baixe o lume. Sempre que possível, cozinhe na panela de pressão. Pode poupar cerca de 15 por cento em gás. Ao cozinhar no forno, não esteja sempre a abri-lo, e tente aproveitar para cozinhar vários alimentos ao mesmo tempo. Desligue-o antes de o cozinhado estar pronto. Pode aproveitar o calor residual para terminar. As placas de indução, por exemplo, são uma boa alternativa aos aparelhos a gás.

2. Na casa de banho, evite banhos de imersão

Tomar banho de imersão aumenta o consumo de água e de gás. Prefira sempre duches rápidos e não deixe a torneira aberta enquanto se ensaboa. Sabia que um duche diário de 10 minutos – considerando uma família de três pessoas – pode traduzir-se num gasto de entre 5400 e 18 mil litros de água por mês, dependendo da eficiência do chuveiro? Se demorar só cinco minutos, gastará metade. Outro conselho importante: durante o duche, mantenha a torneira aberta só o tempo indispensável para se molhar e retirar o champô e o sabonete. Uma família de três pessoas que adote estas medidas pode poupar até 100 mil litros de água por ano. Opte pela instalação de uma cabeça de chuveiro eficiente ou pela instalação de um simples dispositivo para poupar água e gás, mantendo o mesmo conforto.

Outra maneira de reduzir o consumo passa por diminuir a temperatura da água na caldeira ou no esquentador para evitar gastar mais gás do que o necessário. É também importante que escolha um equipamento adequado ao real perfil de utilização da sua habitação. Comprar um aparelho com capacidade superior ao que necessita conduzirá a gastos desnecessários. Além de ser mais caro na altura da compra, vai gastar mais em energia. Consulte a etiqueta energética para aparelhos com o mesmo perfil de utilização de produção de água quente sanitária. Desta forma, consegue comparar os consumos energéticos dos vários equipamentos. Não precisa de tomar banho de água fria. No entanto, já na cozinha, se estiver a lavar loiça e esta não tiver muita gordura, pode optar por manter o esquentador desligado.

Nas torneiras da cozinha, no lavatório da casa de banho ou no bidé, com redutores de caudal, além de poupar água, também poupa gás, quando utilizar água quente. Aquecer um menor volume de água implica uma redução quase igual na energia necessária para a aquecer. Considere também a instalação de cabeças de duche com redução de caudal, um investimento reduzido para uma poupança significativa na água e na energia consumidas. 

3. Invista no isolamento térmico

Em vez de climatizar a casa inteira, opte por manter o aquecimento ligado apenas nas divisões onde se encontra. O ideal seria investir no isolamento térmico da casa, calafetando portas e janelas e tendo uma boa caixilharia para que a temperatura não saia das divisões, especialmente se o aquecimento for a gás. Programe sempre os equipamentos para temperaturas moderadas, é a melhor forma de poupar no consumo. Para aquecer a casa com recurso a eletricidade, os sistemas de ar condicionado são a opção mais eficiente, permitindo poupar cerca de 164 euros por ano face a um termoventilador. A temperatura adequada, em casa, ronda os 18ºC a 20ºC, no inverno, e os 25ºC, no verão. Ajuste o funcionamento do seu ar condicionado para estes valores. No inverno, durante o dia, abra os estores e os cortinados para deixar a radiação solar entrar e aquecer a casa, fechando-os à noite. No verão, para manter a casa fresca, feche as janelas e as persianas durante as horas de maior calor.

4. Compre eletrodomésticos eficientes

Opte sempre por eletrodomésticos energeticamente eficientes e, de preferência, com um bom desempenho. No caso dos fornos a gás, escolha um com a função de ventilação interna. Desta forma, o calor é distribuído uniformemente, sem desperdício. Veja os resultados dos nossos testes e as etiquetas energéticas. Para que funcionem corretamente, sem avarias que consumam mais luz e gás, os eletrodomésticos precisam de manutenção. Antes de comprar um equipamento novo, verifique se o antigo tem reparação e se esta sai mais barata do que uma nova compra.

5. Mude para o mercado regulado

Os consumidores do mercado liberalizado de gás natural já podem voltar a aderir à tarifa regulada, algo que até à mudança da legislação, a 7 de setembro, lhes estava vedado. Esta decisão corresponde à reivindicação que a DECO PROTESTE há muito fazia para que o mercado regulado fosse uma opção disponível a todos os consumidores, tal como acontece com a eletricidade desde 2018. Apesar desta vitória, a DECO PROTESTE continua a exigir ao Governo e aos partidos com assento parlamentar a tomada de medidas que beneficiem as famílias, enquanto consumidoras de energia, seja sob a forma de gás (natural, propano canalizado ou engarrafado), de eletricidade ou de combustíveis. No topo das causas está a luta pela redução do IVA da eletricidade e do gás (natural, propano canalizado e de botija) para 6%, em toda a fatura e para todos os consumidores.

No caso do gás natural, o mercado regulado apresenta, neste momento, tarifas mais baixas do que o mercado liberalizado para a generalidade dos perfis de consumo, sobretudo após os grandes aumentos de preços em resposta à crise energética. Se for vantajoso para si mudar, mas beneficiar de descontos comerciais por ter um contrato único de eletricidade e gás natural no mesmo operador, não tem de prescindir da contratação do serviço de eletricidade, embora esta possa estar sujeita a revisões de preço. 

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