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Colchão SmartPik promete medir o sono ao milímetro, mas não cumpre

Desconfie das promessas de monitorização do sono

A monitorização do sono é um dos calcanhares de Aquiles de muitas pulseiras para fitness. A SmartPik® não é a única que promete identificar as fases de sono leve, profundo e REM. Misfit, Shine e Jawbone Up 24 fazem alegações semelhantes.

A monitorização do sono nestes dispositivos é feita através de sensores acelerómetros (ou outros), que detetam o movimento do utilizador, bem como a sua velocidade e direção. Em teoria, conseguem identificar quando uma pessoa está acordada ou a dormir. Mas alguns estudos demonstraram que os acelerómetros são propensos a erros: por exemplo, têm maior probabilidade de considerar que a pessoa está a dormir, mesmo que esteja acordada (por exemplo, se estiver a ver televisão).

Quanto às fases de sono, os acelerómetros não são capazes de identificá-las, uma vez que as pessoas movimentam-se no sono leve, no profundo e na fase REM. Uma medição exata só é possível através da análise da atividade cerebral.

Para quem não tem problemas de sono, confiar na informação das pulseiras para fitness não é grave. Mas quem sofre de distúrbios pode ganhar uma falsa confiança. Por exemplo, a pulseira pode atribuir uma hora de sono a mais, que na realidade não foi dormida. Ou pode indicar que o utilizador dormiu muitas horas de sono profundo, que de facto não se verificaram.

Os dados fornecidos pelas pulseiras para fitness são limitados e, por isso, desaconselhamos a confiar totalmente nessa informação.