Guia de compras

Colchões: guia de compras

19 maio 2020
Casal a testar colchão

Antes de optar entre colchões de molas ou espuma, teste vários graus de firmeza e tenha em conta eventuais problemas de coluna. Escolha o melhor colchão para si.

A escolha do melhor colchão deve ser feita caso a caso, com base no peso corporal e na altura da pessoa que o vai usar, na posição preferida do sono, nos eventuais problemas de coluna ou dor nas costas que a pessoa tenha e, acima de tudo, nas suas preferências pessoais.

Os colchões com molas de aço têm elasticidade, firmeza e boa ventilação. Neste último aspeto, os modelos de molas ganham aos de espuma, pelo que são mais adequados para quem transpira muito ou vive em regiões com verão quente.

Se tiver alergias ou asma, um colchão de espuma ou látex é a melhor opção. Deve revesti-lo com uma capa antiácaros, lavável e mais fácil de colocar.

Os sistemas de molas bicónicas (ou de Bonell) e de molas independentes (ensacadas) permitem definir zonas ergonómicas, fazendo variar a rigidez do aço com que são fabricados. Com as molas sem-fim, tal não é possível.

Nos modelos de molas ensacadas não há transmissão de movimento entre molas, pelo que são muito confortáveis sobretudo se o (a) seu (sua) companheiro (a) se mexer muito enquanto dorme.

O tamanho e a altura do colchão

Ao escolher o melhor colchão para dormir, o tamanho é fundamental. Para um sono de qualidade, o colchão deve permitir o relaxamento das pernas e dos braços sem atingir as bordas, ou seja, deverá ter um comprimento e uma largura de 20 a 30 cm a mais do que a estrutura do corpo.

Os tamanhos e as dimensões dos colchões são padrão, de acordo com regulamentações europeias, podendo sofrer pequenas variações nos diferentes países europeus.

  • Colchão simples: adequado para uma única pessoa, possui medidas que correspondem a 80/90 cm de largura por 190/200 cm de comprimento;
  • Colchão de corpo e meio: projetado especificamente para garantir mais espaço do que o colchão individual, para uma única pessoa, é um pouco maior, medindo 120 cm de largura por 190/200 cm de comprimento;
  • Colchão de casal: ideal para duas pessoas, tem uma largura de 140 a 170 cm e um comprimento de 190/200 cm;
  • Colchões personalizados: especialmente projetados para quem tem necessidades especiais, podem ser produzidos com as dimensões desejadas.

O tamanho do colchão deve adaptar-se perfeitamente à base da cama para não afetar o conforto e permitir um sono tranquilo.

A altura e a espessura do colchão são outros parâmetros fundamentais a serem considerados para uma boa escolha: um colchão muito fino não tem uma estrutura adequada para garantir um sono confortável, além de causar dores musculares, na cervical e nas articulações, se for usado de forma recorrente. Porém, um colchão muito alto também pode tornar-se incómodo quando chegar o momento de o virar de cima para baixo e da cabeça para o pés.

Regra geral, os colchões com uma altura entre 23 e 30 cm são os melhores, mas os que têm cerca de 21 cm de espessura também são confortáveis.

Tipos de colchões de acordo com o material

Os modelos para cama de casal tornam-se difíceis de transportar por serem grandes, sobretudo se não tiverem pegas. Muitos modelos anunciam uma face de verão e outra de inverno (mais fresca ou mais quente), mas são raros os que apresentam dois lados diferentes.

Características dos vários tipos de colchões
Espuma

A elasticidade, densidade e firmeza do colchão dependem da densidade da espuma e do ar injetado nas suas células, em poliuretano ou poliéster.

Bom isolamento térmico, o que é uma mais-valia no inverno, mas não no verão.
Adaptam-se tanto a estrados de madeira perfurada e de ripas (mais rígidos) como de molas (mais suaves).
Molas O coração do colchão é formado por molas que garantem elasticidade e solidez. Há o risco de as molas se partirem ou perderem elasticidade, provocando deformações do colchão. É inevitável alguma perda de altura com o uso.

Têm melhor ventilação do que os de espuma e os de látex, pelo que são mais adequados para quem transpira muito ou vive em regiões de verão quente.

Látex

Compostos por um núcleo de borracha natural ou sintética, são geralmente os mais caros. Tal como os modelos de molas ensacadas, são ideais para quem se mexe muito durante o sono porque o látex absorve os movimentos do corpo de maneira eficaz e rápida.

O látex é perfurado para assegurar a ventilação e regular a firmeza. É a melhor opção para pessoas que sofrem de alergias respiratórias e asma. De evitar por pessoas que são alérgicas ao látex.
Adaptam-se ao corpo, distribuindo a pressão uniformemente. A boa ventilação é razoável e o isolamento correto.
Adequam-se quer a estrados de madeira, quer de molas.
Difíceis de deslocar por serem pesados. São quentes no verão.
Água e ortopédicos Os colchões de água, constituídos por um saco de borracha ou PVC cheio de água, são pesados e difíceis de transportar. Adaptam-se bem ao corpo, mas com os movimentos podem causar algum ruído e dificultar o sono.
Atenção às imitações: os verdadeiros colchões ortopédicos são constituídos por gel ou espuma viscoelástica. Este material permite uma ótima distribuição da pressão e evita feridas em doentes acamados. Muito caros, não oferecem vantagens para pessoas saudáveis.

Qual o melhor colchão para a coluna e dor nas costas?

Não existe uma resposta simples e única quando se procura o melhor colchão para cada caso. Um bom colchão deve suportar o peso do corpo corretamente: deve ser suficientemente firme para nos apoiar, mas não ao ponto de se tornar desconfortável pelo facto de algumas zonas do corpo ficarem sem suporte. O importante é que respeite a curvatura natural da coluna vertebral.

Embora a firmeza do colchão seja uma questão de gosto pessoal, por regra um corpo mais pesado precisa de um colchão mais duro, para garantir melhor suporte. Se o colchão for muito rígido, o corpo não entra totalmente em contacto com ele. Confere menos apoio a algumas partes do corpo, mas melhora a ventilação. Já se o colchão for demasiado macio, há tendência para o corpo se afundar, aumentando a sensação de calor devido à má ventilação. Importante é que o seu colchão sustente corretamente o corpo, permitindo recuperar durante a noite. 

Se houver uma diferença significativa de peso em relação ao (à) seu (sua) companheiro (a), opte por um sistema de duas bases e colchões individuais. Assim, o desnível que ocorre com um só colchão pode ser evitado e o conforto é maior. O mais pesado deve ficar com o colchão mais duro. Os colchões podem ser unidos com um só lençol-capa.

Qualquer que seja a sua opção, não compre um colchão sem antes o experimentar na loja. Deite-se de costas, de lado, role e verifique se se sente confortável. Tente deitar-se de costas e passar a mão entre a região lombar e o colchão: se houver muito espaço, significa que o colchão é muito rígido em comparação com as suas características físicas; se a mão não passa ou passa com dificuldade, o colchão é muito mole e o corpo afunda excessivamente.

Mesmo que faça a compra online, procure uma loja com uma oferta razoável de modelos e experimente-os antes de se decidir. Verifique, ainda, se pode efetuar uma troca caso as primeiras noites revelem que aquele não era, afinal, o modelo certo para si.

Perguntas frequentes

Quanto tempo dura um colchão?

Ao fim de 8 a 12 anos, o colchão deverá ser substituído devido à perda de firmeza e, sobretudo, de altura. Mas com alguns cuidados pode durar mais. Basta dar à cama, diariamente, algum tempo para arejar, mesmo no inverno, e permitir que a humidade saia. Não durma em colchões velhos, desnivelados, deformados ou nos quais sinta as molas.

Muito importante: vire regularmente o colchão – de cima para baixo e da cabeceira para os pés – para não criar zonas e deformação permanente. Uma vela, um pau de incenso ou um cigarro podem dar origem ao pior. Verifique, por isso, se as camadas exteriores do colchão são fabricadas com materiais anti-inflamáveis ou têm características de auto-extinção do fogo. 

O que fazer ao colchão velho?

Se o colchão estiver em estado razoável, prefira doá-lo a uma instituição de apoio social interessada. Caso não apresente condições para ser usado, na compra do novo pergunte ao distribuidor se recolhem o antigo. Se não for o caso, resta-lhe contactar o serviço municipal de recolha de monos domésticos.

O mais provável é o colchão acabar num aterro sanitário. Também pode ser encaminhado para incineração, com recuperação da energia libertada pela queima da fração têxtil e das espumas. Na melhor das hipóteses, é entregue a um sistema de tratamento de resíduos com capacidade para desmantelar o colchão, separando a estrutura metálica dos têxteis e das espumas. Estes materiais são depois entregues aos seus recicladores.

Qual o melhor colchão para a base de cama motorizada?

As bases motorizadas da cama exercem diferentes pressões sobre o colchão. Os colchões de molas devem ser evitados porque a sua estrutura não tem a flexibilidade necessária para acompanhar a base que não fica plana. Nestes casos, opte por colchões de espuma ou de látex, pois adaptam-se às mudanças na estrutura.

Como limpar o colchão e mantê-lo?

A mudança de estação pode ser uma boa altura para fazer limpezas gerais, incluindo uma limpeza profunda ao colchão que assegure a higiene. Dar a volta, limpar e manter o colchão são algumas das dicas a seguir para mantê-lo em condições durante mais tempo.

Quais as melhores almofadas?

Manter a curvatura do pescoço é o objetivo de uma almofada. Uma capa lavável torna-a mais higiénica. Escolha de acordo com o material mais adequado para si.

As almofadas de penas deformam-se facilmente, mas, quando abanadas, retomam a forma. Adaptam-se à curvatura do pescoço, absorvem a humidade com facilidade e têm boa ventilação. São desaconselhadas a pessoas alérgicas.

As almofadas em látex oferecem bom suporte para a cabeça e curvatura do pescoço, solidez e isolamento térmico. A humidade não se liberta facilmente, pelo que são desconfortáveis no verão.

As de poliéster têm bom apoio para a cabeça, se não compactarem demasiado com o uso, conforto térmico e ventilação adequada mesmo no verão.

As ortopédicas são constituídas por dois rolos: o mais alto para quando se dorme de lado e o mais baixo para repousar de costas. Mas são pouco eficazes, pois os movimentos durante o sono alteram a posição da cabeça, que deixa de ser apoiada pelas duas zonas de altura.


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