Guia de compras

Colchões: guia de compras

16 maio 2016
Conselhos da DECO PROTESTE para escolher um colchão.

16 maio 2016
Antes de optar entre modelos de molas de aço, molas Bonell ou viscoelásticos, teste vários graus de firmeza e veja que materiais mais se adequam ao clima da região onde vive. Leia também as nossas dicas para saber como escolher um colchão.
Os colchões com molas de aço têm elasticidade, firmeza e boa ventilação. Neste último aspeto, os modelos de molas ganham aos de espuma, pelo que são mais adequados para quem transpira muito ou vive em regiões com verão quente.

Se tiver alergias ou asma, um colchão de espuma ou látex é a melhor opção. Deve revesti-lo com uma capa antiácaros, lavável, mais fácil de colocar.

Os sistemas de molas bicónicas (ou de Bonell) e de molas independentes (ensacadas) permitem definir zonas ergonómicas, fazendo variar a rigidez do aço com que são fabricados. Com as molas sem-fim, tal não é possível. Nos modelos de molas ensacadas não há transmissão de movimento entre molas, pelo que são muito confortáveis sobretudo se o (a) seu (sua) companheiro (a) se mexer muito enquanto dorme.


Os modelos para cama de casal (regra geral, de 1,50 m x 1,90 m) tornam-se difíceis de transportar por serem grandes, sobretudo se não tiverem pegas.

Muitos modelos anunciam uma face de verão e outra de inverno (mais fresca ou mais quente), mas são raros os que apresentam dois lados diferentes.

Espuma

  • A elasticidade, densidade e firmeza do colchão dependem da densidade da espuma e do ar injetado nas suas células, em poliuretano ou poliéster. 
  • Bom isolamento térmico é uma mais-valia no inverno, mas não no verão.
  • Adaptam-se tanto a estrados de madeira perfurada e de ripas (mais rígidos) como de molas (mais suaves).

Molas

  • Risco de as molas se partirem ou perderem elasticidade, provocando deformações do colchão. É inevitável alguma perda de altura com o uso.
  • Têm melhor ventilação do que os de espuma e os de látex, pelo que são mais adequados para quem transpira muito ou vive em regiões de verão quente.

Látex

  • Compostos por um núcleo de borracha natural ou sintética, são geralmente os mais caros.
  • O látex é perfurado para assegurar uma boa ventilação e regular a firmeza.
  • Adaptam-se ao corpo, têm razoável a boa ventilação e isolamento correto.
  • Adequam-se quer a estrados de madeira, quer de molas.
  • Difíceis de deslocar e quentes no verão.

Água e ortopédicos

  • Os colchões de água, constituídos por um saco de borracha ou PVC cheio de água, são pesados e difíceis de transportar. Adaptam-se bem ao corpo, mas com os movimentos podem causar algum ruído e dificultar o sono.
  • Atenção às imitações: os verdadeiros colchões ortopédicos são consituídos por gel ou espuma viscoelástica. Este material permite uma ótima distribuição da pressão e evita feridas em doentes acamados. Muito caros, não oferecem vantagens para pessoas saudáveis.

 

Colchão ideal respeita a curvatura da coluna

Deitado de lado, a coluna deve manter-se numa linha reta e os ombros e ancas afundar-se ligeiramente. Num colchão demasiado macio, o corpo tem tendência para afundar. Ao contrário do que possa pensar-se, um colchão muito rígido não é o ideal para as costas.
Um bom colchão deve acompanhar a curvatura natural da coluna e suportar todas as zonas do corpo. Os modelos com molas de aço são confortáveis e adaptam-se à pressão exercida, tanto por indivíduos pesados como leves.

Embora a firmeza do colchão seja uma questão de gosto pessoal, por regra um corpo mais pesado precisa de um colchão mais duro, para garantir melhor suporte. Se o colchão for muito rígido, o corpo não entra totalmente em contacto com ele. Confere menos apoio a algumas partes do corpo, mas melhora a ventilação. Já se o colchão for demasiado macio, há tendência para o corpo se afundar, aumentando a sensação de calor devido à má ventilação. Importante é que o seu colchão sustente corretamente o corpo, permitindo recuperar durante a noite.

Quem sofre de dores nas costas deve optar por um colchão nem demasiado rijo (não permite uma boa descontração), nem muito macio (acentua as dores).

Se houver uma diferença significativa de peso em relação ao (à) seu (sua) companheiro (a), opte por um sistema de duas bases e colchões individuais. Assim, o desnível que ocorre com um só colchão pode ser evitado e o conforto é maior. O mais pesado deve ficar com o colchão mais duro. Os colchões podem ser unidos com um só lençol-capa.

Substituir após 10 anos

Ao fim de 8 a 10 anos, o colchão deverá ser substituído devido à perda de firmeza e, sobretudo, de altura. Mas com alguns cuidados pode durar mais. Basta dar à cama, diariamente, algum tempo para arejar, mesmo no inverno, e permitir que a humidade saia. Não durma em colchões velhos, desnivelados, deformados ou nos quais sinta as molas.

Muito importante: vire regularmente o colchão – de cima para baixo e da cabeceira para os pés – para não criar zonas e deformação permanente. Uma vela, um pau de incenso ou um cigarro podem dar origem ao pior. Verifique, por isso, se as camadas exteriores do colchão são fabricadas com materiais anti-inflamáveis ou têm características de autoextinção do fogo.

O que fazer ao velho colchão?

Se o colchão estiver em estado razoável, prefira doá-lo a uma instituição de apoio social interessada.

Caso não apresente condições para ser usado, na compra do novo pergunte ao distribuidor se recolhem o usado. Se não for o caso, resta-lhe contactar o serviço municipal de recolha de monos domésticos. O mais provável é o colchão acabar num aterro sanitário. Também pode ser encaminhado para incineração, com recuperação da energia libertada pela queima da fração têxtil e das espumas. Na melhor das hipóteses, é entregue a um sistema de tratamento de resíduos com capacidade para desmantelar o colchão, separando a estrutura metálica dos têxteis e das espumas. Estes materiais são depois entregues aos seus recicladores.

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