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Brinquedos usados: não os deite no lixo

Onde reparar?

Hospital de Bonecas

Muita gente já ouviu falar do mais que centenário Hospital de Bonecas, no centro de Lisboa. A loja, na Praça da Figueira, repara brinquedos desde 1830. Além dos brinquedos que lhe dão o nome, restaura vários peluches e miniaturas, como casas de bonecas. A loja aconselha a levar o brinquedo para verificação da reparabilidade por um técnico. Funciona das 10h00 às 19h00, nos dias de semana. Se pretender uma visita ao sábado, é preferível ligar a confirmar se está aberta.

Repair Café

Num clima informal, gente de todas as idades reúnem-se para um ritual frequente, mas suspenso, infelizmente, em tempos de pandemia. O Repair Café é um espaço onde várias pessoas se juntam para reparar diferentes tipos de produtos, como torradeiras, aquecedores ou varinhas mágicas. E, claro, também brinquedos.

O conceito foi criado, justamente, tendo em conta a manutenção de todos os artigos que descrevemos e de contrariar o descarte de produtos avariados. As convocatórias, de início, eram feitas exclusivamente através do Facebook. Respondem à chamada voluntários de todas as áreas, capazes de reparar aparelhos de vários tamanhos e feitios. Voltam a dar-lhes a função original e evitam a deposição como resíduo. A reunião entre os voluntários com saber na reparação e os visitantes com o produto avariado pode também dar-se num espaço fixo ou em eventos pontuais divulgados localmente ou via redes sociais.

Em Lisboa, está disponível diariamente no Mercado do Forno Tijolo, situado na freguesia de Arroios, e tem algumas regras, bem definidas: o trabalho é gratuito e feito de acordo com a disponibilidade de voluntários com experiência em reparações. Mas há também um propósito pedagógico, numa cultura de "faça você mesmo": sempre que possível, cada pessoa será incentivada a reparar o seu objeto com a ajuda de um voluntário. Outro mandamento importante: nem sempre é possível efetuar as reparações desejadas, ou reconstruir aparelhos desmontados. Há objetos que, devemos admitir, chegaram mesmo ao fim da vida. Tal como teremos de estar preparados para admitir que alguns objetos se avariem novamente. Quem leva um aparelho para arranjar fá-lo por sua conta e risco. Os voluntários não são responsáveis pelos consertos em que participam, nem por objetos reparados que não funcionem adequadamente depois de serem levados para casa.