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Brinquedos usados: não os deite no lixo

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O que fazer com os brinquedos que as crianças já não usam: doar, vender, trocar ou reparar? Damos dicas, em nome da felicidade de outros miúdos e do planeta.

  • Dossiê técnico
  • Antonieta Duarte
  • Texto
  • Ricardo Nabais e Nuno César
25 outubro 2021
  • Dossiê técnico
  • Antonieta Duarte
  • Texto
  • Ricardo Nabais e Nuno César
Mulher segura caixa de brinquedos usados para serem dados, vendidos ou trocados

iStock

Nunca pensou no que fazer aos brinquedos que se foram acumulando ao longo dos anos? Agora que os miúdos estão mais crescidos, vai deitá-los fora? Não deve fazê-lo. Há outras crianças que os podem herdar, mesmo que não as conheça. E há outras opções para evitar colocá-los no lixo ou deixá-los esquecidos numa caixa: eles são como qualquer outro objeto, têm impacto ambiental, tal como os outros resíduos com os quais não temos uma especial relação afetiva. Para ter uma ideia, nos últimos três anos venderam-se 44 milhões de brinquedos em Portugal. Imagine a quantidade de resíduos que iremos criar se não dermos novos usos a estes brinquedos...

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Doar, trocar, comprar e vender em segunda mão (desde que o brinquedo esteja em boas condições) e reparar são as primeiras opções para dar nova vida aos brinquedos. A compra e venda de brinquedos em segunda mão é uma forma de os valorizar.

Podemos entregá-los a uma instituição, que, por certo, irá encaminhá-los para quem deles precisa. Outras crianças, apoiadas por instituições de solidariedade social, vão poder ganhar novos objetos de afeição para as brincadeiras.

Contactámos várias destas instituições: 45 confirmaram o interesse em receber brinquedos em segunda mão. São instituições particulares de solidariedade social (IPSS), fundações e associações que disseminam a solidariedade por todo o território nacional.

Atenção à segurança dos brinquedos

Deve ter alguns cuidados para garantir que os artigos estão em bom estado e não implicam riscos. Antes de comprar, tenha em atenção a informação sobre a segurança desse brinquedo e compre em sítios da internet de confiança. As lojas em segunda mão dedicadas a artigos para crianças fazem, normalmente, uma verificação. O ideal é que o brinquedo esteja na embalagem, com a informação sobre avisos de segurança, identificação e morada da marca ou representante. Caso tenha dúvidas, contacte a marca. Veja, ainda, se o brinquedo indica a faixa etária e se se adequa à idade da criança. Se estiver a selecionar um brinquedo para bebés com menos de três anos e não souber se é apropriado, deixe-o de parte.

Verifique ainda se o produto já foi alvo de recolha. Para isso, basta consultar o sistema de alerta rápido para produtos perigosos, o chamado RAPEX, que permite saber quais os brinquedos que foram retirados do mercado ao longo dos anos, o tipo de risco (asfixia, queimaduras, químico, engasgamento, cortes, choque elétrico, ferimentos, etc.) e o nível de risco (grave, etc.) para as crianças.

Antes de tomar a decisão mais adequada sobre o novo destino do brinquedo, verifique se ele está em perfeitas condições, sem pequenas peças facilmente destacáveis, que um bebé possa introduzir na boca ou no nariz, e sem pontas aguçadas que causem ferimentos. Analise também a resistência das costuras e se o enchimento tem o acesso vedado. 

As pilhas do tipo botão são outra preocupação. Por serem de pequena dimensão, podem ser ingeridas e provocar graves danos nos órgãos internos e, no limite, darem origem a acidentes fatais. A zona que contém as pilhas deve ser de acesso impossível para a criança. Verifique se há perigo de caírem do compartimento. 

Reciclar brinquedos? É quase impossível

É difícil, senão impossível, entregar os brinquedos para reciclar. De facto, em todo o País, faltam pontos de recolha, como os que já existem para plásticos, por exemplo. Fica já a advertência: apesar de as bonecas ou figuras de ação, por exemplo, serem feitas de plástico, não podem ser encaminhadas para o ecoponto amarelo, por serem constituídas por materiais muito diversos, nem sempre recicláveis.

No entanto, brinquedos como carrinhos telecomandados, por exemplo, são REEE, ou seja, Resíduos de Equipamentos Elétricos e Eletrónicos e têm lugares específicos para a sua recolha. Pode encontrar o mais próximo da sua área de residência consultando os sites Onde Reciclar e Eu Reciclo.

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