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Formigas, baratas e ratos: como evitar infestações no condomínio

Os prédios são alvos apetecíveis para pragas de animais e insetos indesejados que depressa se espalham ao condomínio. Saiba como evitar o problema.

  • Dossiê técnico
  • Sílvia Menezes
  • Texto
  • Sofia Frazoa e Filipa Nunes
10 setembro 2019
  • Dossiê técnico
  • Sílvia Menezes
  • Texto
  • Sofia Frazoa e Filipa Nunes
homem a desinfestar armário

iStock

Ratos, baratas e formigas são as pragas mais comuns nos prédios mas, quando menos se espera, podem surgir outros insetos e animais indesejados.

O primeiro aspeto a ter em conta é que os bichos realmente perigosos que pode ter em casa são os passíveis de transmitir doenças. Salvo algumas exceções, insetos, aranhas e outros bichos domésticos são apenas incómodos ou desagradáveis.

O normal é os insetos (ou bichos no geral) manterem-se fora das casas, mas todos procuram comida. Ou seja, se a casa se mantiver limpa há menos hipóteses de atrair bichos.

No caso de uma praga, se o problema for desvalorizado pode trazer prejuízos para a estrutura do edifício. A saúde dos moradores também pode ser afetada, com doenças de pele e respiratórias ou inflamações. Também não são de descartar problemas nos animais de estimação. A sarna é apenas um exemplo do quão prejudicial pode ser uma praga.

Regra geral, as pragas são sazonais. No inverno são menos frequentes, pois os animais recolhem-se devido ao frio. No verão saem para procurar comida e reproduzirem-se.

A prevenção é essencial. Além das áreas comuns do condomínio, que são da responsabilidade da administração, cada morador deve fazer a sua parte dentro de casa. É difícil provar que uma infestação vem de determinado local, pois estes animais e insetos movimentam-se com muita facilidade e andam pelos esgotos. Mas se o condomínio conseguir provar a origem da praga, pode pedir ao responsável que pague os custos da desinfestação. 

Como evitar infestações

Se tem insetos dentro de casa, a primeira medida é perceber por onde estão a entrar e tapar o acesso. Os ninhos de formigas e baratas costumam estar no exterior ou nos canos gerais da habitação. Às vezes, estão em pequenos acessos que passam despercebidos ou que escapam à nossa vigilância como, por exemplo, atrás dos móveis.

Identificada a origem do problema, deve sempre deitar fora qualquer resto de comida e manter a cozinha e a despensa limpas para evitar estes bichos em casa. 

O condomínio também pode adotar algumas medidas.

  • Os espaços comuns do prédio devem ser higienizados com regularidade. O administrador deve garantir que essa limpeza é feita. 
  • É importante vedar frestas de portas e janelas do condomínio e de cada casa, para evitar a entrada dos animais.
  • Não se pode acumular entulhos nos espaços comuns do prédio.
  • Deve-se colocar o lixo no local apropriado e nunca em contacto com o chão.

Se for preciso fazer uma desinfestação, peça vários orçamentos a empresas especializadas. Quando a intervenção for marcada, a administração do condomínio tem de avisar todos os condóminos com antecedência e deixar orientações sobre como devem proceder.

No combate à infestação, também pode utilizar um inseticida em casa, mas tem de ter muito cuidado com a utilização e garantir que o mesmo fica longe das crianças.

Em caso de ingestão de inseticida, dirija-se imediatamente a um centro de saúde com o frasco ou embalagem, mostre a etiqueta ou contacte, gratuitamente, o Centro de Informação Antivenenos (800 250 250). Nunca se desfaça das informações de uso e segurança de um inseticida, leia bem as precauções e respeite-as. 

Em caso de praga, contacte as autoridades

Há situações em que não se trata apenas de uma infestação no condomínio, mas de uma verdadeira praga na sua rua ou localidade. Nestes casos, o que é realmente eficaz é o município dispor de planos de desinfestação para controlar estas populações e evitar que se convertam em pragas, porque, assim sendo, será muito complicado defender-se delas.

Se a sua rua ou bairro estão afetados por uma praga, comunique-o à câmara municipal. A vespa asiática, por exemplo, é uma das espécies que se tem expandido de forma imparável. Esta espécie caça outras vespas e tem-se especializado na captura de abelhas, provocando verdadeiros estragos aos apicultores.

A picadela da vespa asiática não é mais perigosa do que a das outras vespas, mas a proliferação desmesurada dos ninhos está a expor muito mais pessoas ao risco de picadela e as pessoas alérgicas podem sofrer uma reação fatal.

Caso detete ninhos de vespa asiática, comunique imediatamente a localização às autoridades locais porque terão planos de luta contra esta praga.