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Conta poupança condomínio ou conta prejuízo

18 dezembro 2015

18 dezembro 2015

Na maioria dos bancos, as contas poupança condomínio não trazem muitas vantagens, mas juros magros e custos de manutenção elevados. 

As despesas no condomínio podem atingir montantes elevados, como é o caso de reparações, manutenção e beneficiação do prédio. 

Para fazer face a estas despesas, a lei obriga os condomínios a constituírem o chamado fundo comum de reserva, para onde é canalizada parte das quotas pagas pelos condóminos. Estes montantes podem ser colocados em contas poupança ou em depósitos a prazo. Evita que fiquem estagnados numa conta à ordem e permitem gerar alguma remuneração, ainda que pequena. O importante é encontrar bancos que paguem juros elevados.

No entanto, essa remuneração pode ser diluída ou mesmo desaparecer por completo, face aos custos de manutenção da conta à ordem que está associada à aplicação. 

Analisámos 115 aplicações a prazo para condomínios e calculámos os custos de manutenção das contas à ordem que lhes servem de suporte. Concluímos que, em muitos cenários, na maioria dos bancos, os juros não compensam as comissões de manutenção. Por exemplo, para uma aplicação de € 5000, o caso da Caixa Geral de Depósitos é o mais extremo: ao fim de um ano, o depósito fica com € 115 a menos. No Banco Popular, são € 40 a menos e, no Novo Banco, € 27 se optar por um depósito a prazo ou € 39 no caso de uma conta poupança condomínio. À data do estudo, o Banco BIC, o Banco BIG, o Banco Invest e o Montepio, eram aqueles onde o ganho após deduzidas as comissões era maior. Por outro lado, verifica-se também que, regra geral, quanto menor o capital aplicado, maior o impacto para os consumidores.

Continuamos a defender a proibição da cobrança de despesas de manutenção em todas as contas à ordem. 

Como poupar com as contas poupança
As contas poupança não são vantajosas, pois pagam juros muito reduzidos, já não concedem benefícios fiscais e continuam a envolver restrições à movimentação do dinheiro.

Além disso, o dinheiro aplicado numa conta poupança-condomínio só pode ser utilizado em obras nas partes comuns dos prédios. Se for utilizado para outros fins sujeita-se a penalizações que incidem sobre juros e, eventualmente, sobre benefícios fiscais de que possa ter usufruído no passado. A DECO exige a revisão da lei. Não faz sentido manter tais limitações, pois os benefícios fiscais acabaram em  2002. 

Se o seu objetivo é constituir um fundo de reserva, no geral, os depósitos a prazo são a opção mais interessante para os condomínios. Apenas o Banco BIC tem uma conta poupança condomínio que paga um juro competitivo. Mas não espere remunerações líquidas acima de 1 por cento. 

Estudámos vários cenários para prazos entre 6 meses e 2 anos. A melhor taxa anual líquida que encontrámos foi de 0,88%, no Banco BIC, paga por um depósito a 2 anos. Para uma aplicação de € 5000, no final do prazo recebeu € 88 de juros (44 euros por cada ano). No caso de prazos mais reduzidos, as taxas são inferiores.

Por exemplo, para o mesmo montante a um prazo de um ano, as taxas não vão além de 0,77 % anuais líquidos, também no Banco BIC, gerando um juro de 38,50 euros. Numa altura em que os depósitos a prazo praticam juros líquidos vizinhos do zero, todos os cêntimos contam.

Se quiser conhecer todas as ofertas para aplicações para condomínios, bem como calcular quanto receberia de juros no seu caso, não deixe de consultar o nosso simulador no portal CondomínioDECO+