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Novos modelos de esquentadores devem cumprir regras europeias

Os novos esquentadores têm de cumprir com as normas europeias: apresentar etiqueta energética, aumentar a eficiência energética e reduzir a emissão de gases de combustão. Saiba o que está em causa.

  • Dossiê técnico
  • Ricardo Pereira
  • Texto
  • Sofia Frazoa e Laís Castro
21 junho 2019
  • Dossiê técnico
  • Ricardo Pereira
  • Texto
  • Sofia Frazoa e Laís Castro
esquantadores

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O final de 2018 marcou uma viragem no mercado dos esquentadores. A 26 de setembro do ano passado terminou a última fase de implementação da diretiva europeia que obriga a que os esquentadores e outros equipamentos e sistemas de produção de água quente sanitária passem a apresentar a etiqueta energética, aumentem os patamares de eficiência energética e reduzam a emissão de gases de combustão.

Os esquentadores lançados no mercado a partir daquela data têm de cumprir com os patamares mínimos de eficiência energética de funcionamento, que já têm vindo a ser regulados desde 2015, e com os níveis de emissões de NOx (óxido de azoto) impostos pelo regulamento. Isto aplica-se, em particular, aos esquentadores aquecedores de água tradicionais que utilizam combustíveis gasosos, que passam agora a estar limitados a emitir 56 mg/kWh de consumo de combustível, tendo como base o cálculo utlizando o poder calorífico superior (GCV).

A imposição nas emissões de NOx forçou os fabricantes a redesenhar os aparelhos, pois os modelos anteriores não conseguiam cumprir com os requisitos das emissões. Por isso, nos primeiros meses do ano, assistimos ao aparecimento no mercado dos novos modelos de esquentadores que cumprem com os novos requisitos.

Estamos a testar, em laboratório, vários destes novos modelos que começam agora a estar bem presentes nos pontos de venda.

Como comprar um esquentador

Os três tipos de esquentador mais comuns são os atmosféricos, os ventilados e os estanques.

Nos atmosféricos e ventilados o ar para a queima é captado da divisão onde o aparelho está instalado. A evacuação dos gases de combustão é feita, no caso dos atmosféricos, de forma natural, através de uma conduta apropriada. Nos modelos ventilados, a evacuação é facilitada através de um ventilador colocado no interior do aparelho.

Nos estanques, existe uma conduta ligada diretamente ao exterior, responsável quer pela captação de ar para a admissão, quer pela evacuação dos gases queimados.

Segurança começa na instalação

As dimensões do local de instalação devem ser consideradas na escolha do tipo de esquentador. Para assegurar a adequada evacuação dos gases num modelo atmosférico, é necessária uma tubagem vertical com, pelo menos, 20 cm de altura: só depois se pode fazer a curva. Segue-se outro troço ascendente com, pelo menos, 3 graus de inclinação: nunca pode ser horizontal. Estas restrições impedem, muitas vezes, a instalação deste tipo de aparelhos, pelo que o recurso a um modelo ventilado é cada vez mais comum.

Instalar o esquentador perto dos locais de utilização, com exceção do interior da casa de banho, reduz as perdas de calor nos canos e permite que a água aqueça mais rapidamente.

Qualquer que seja o esquentador escolhido, a sua instalação e manutenção devem ser feitas por um técnico credenciado. Uma deficiente instalação do aparelho ou falta de manutenção pode provocar fugas de gás ou libertação indesejada de gases de combustão para a divisão. As manutenções periódicas devem ser feitas segundo o indicado pelo fabricante no manual de instruções. No site da Direcção-Geral de Geologia e Energia encontra as listas de entidades instaladoras e montadoras de esquentadores.

Todos os aparelhos incluem um dispositivo de segurança que bloqueia a saída do gás, desligando o esquentador, quando há retorno dos gases de combustão (no caso de o vento no exterior ser muito forte, por exemplo). Este dispositivo nunca deve ser desviado ou desligado. Caso contrário, se ocorrer uma anomalia na exaustão, pode haver retorno dos gases de combustão, o que é perigoso para os ocupantes da habitação.

Características a reter

Os esquentadores com potência útil a rondar os 19 kW (os anterior modelos de 10 a 11 litros de capacidade) permitem tomar um duche com níveis de conforto muito elevados. Para que duas pessoas possam tomar banho ao mesmo tempo, quando há duas casas de banho, por exemplo, terá de optar por um modelo com potência útil superior.

Nos modelos ditos automáticos (sem chama-piloto), basta abrir a torneira da água quente para ligarem. O sistema eletrónico de ignição pode funcionar a pilhas, a eletricidade ou através de um gerador próprio movido pela água que passa no esquentador. No caso dos modelos a pilhas, aconselhamos a verificação anual das mesmas.

Em média, a instalação de um esquentador ronda os 60 euros. Certifique-se de que o orçamento apresentado inclui todas as peças e serviços, como, por exemplo, a remoção do esquentador antigo.

 

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