Alertas

Não compre termoventiladores de parede

27 outubro 2016
teste termoventiladores

27 outubro 2016
Parecem aparelhos de ar condicionado, mas não são. Testámos seis termoventiladores de parede e concluímos que cinco são perigosos. Estamos a tentar encontrar, junto dos distribuidores desses produtos, uma solução que pode passar pela substituição dos aparelhos. 

Adquirimos seis modelos de termoventiladores de parede entre novembro e dezembro de 2015 e submetemo-los a testes de desempenho e segurança elétrica. Detetámos irregularidades técnicas nos materiais plásticos que podem potenciar o risco de incêndio nos aparelhos e que não oferecem as garantias mínimas de robustez. 

   

Cinco modelos — Campoclima, Celcia KPT - 2000B 4502R, Flama 2321FL, Miniclima e Orima ORKPT - 2000D — chumbaram nos testes de segurança elétrica, apresentando uma ou várias não conformidades graves ao nível da qualidade dos plásticos interiores e exteriores. Por isso, receberam o pouco honroso título “Não Comprar”.

Mas há soluções para aquecer a casa em segurança. O nosso teste comparativo a termoventiladores diz quais são.

Em situação de avaria ou de funcionamento anormal, os plásticos que compõem os termoventiladores de parede testados podem — mas não deveriam — alimentar um fogo, caso entrem em contacto com uma chama.

De acordo com as normas em vigor que aplicámos no nosso teste, e que deveriam ser cumpridas pelos produtos para estes poderem estar à venda, um foco de incêndio deve autoextinguir-se em menos de 30 segundos. Não foi o que verificámos nos termoventiladores analisados (à exceção de um). As chamas dos plásticos não se apagam no espaço de poucos segundos, como era de esperar, o que aumenta exponencialmente o risco de incêndio.

O modelo Kunft NH12R foi o único que passou nos testes de segurança elétrica, mas é ineficiente e controla mal a temperatura, apesar de ter termóstato.

Bons para a casa de banho?

Os seis modelos testados não são aptos para ambientes húmidos. O uso de aparelhos elétricos na casa de banho obriga ao cumprimento de certas normas ao nível do isolamento da humidade. As indicações IPX1 ou IP21 têm de constar da placa de características técnicas do aparelho. O que não acontece em nenhum dos termoventiladores de parede que testámos.

Acima de tudo, pouco eficazes

Apenas o aparelho Kunft NH12R tinha termóstato, que deixa, no entanto, muito a desejar, pois não permite regular a temperatura. Os restantes não vêm equipados com este componente. Ou seja, não controlam a temperatura, facto que potencia o sobreaquecimento da divisão.

Outro problema: os termoventiladores de parede que testámos são lentos a aquecer. Demoram, em média, 27 minutos a elevar a temperatura da divisão, um tempo bem acima dos 13 minutos médios que os modelos de chão que já analisámos levam a fazer o mesmo efeito.

Tem um lá em casa?

Denunciámos esta situação à ASAE e solicitámos a sua retirada do mercado. Mas tenha cuidado na hora de comprar um termoventilador, pois detetámos produtos à venda que já tinham reprovado em testes passados e que, apesar de a situação ter sido denunciada à ASAE, não foram retirados de mercado.

Agora que sabe que estes aparelhos têm defeitos potencialmente perigosos, pode sempre tentar ir à loja onde comprou o termoventilador e reclamar. Não é certo que lhe devolvam o dinheiro ou o troquem, porque a lei não obriga a tal. Estamos a tentar encontrar, junto dos distribuidores dos produtos perigosos, uma solução para os consumidores que possa passar pela substituição dos aparelhos. Acreditamos na disponibilidade e recetividade dos distribuidores para cooperarem.

Se o seu modelo tem um funcionamento anormal, proteste mesmo, substitua o aparelho e opte por um termoventilador de chão ou por um convector.  Os que testámos e recomendamos são mais eficientes, mais rápidos a aquecer e mais seguros. 

 






 


Imprimir Enviar por e-mail