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Etiqueta Energética para escolher janelas eficientes

02 fevereiro 2016 Arquivado
Etiqueta Energética

02 fevereiro 2016 Arquivado

O setor das janelas passa a ostentar uma etiqueta energética para ajudar os consumidores a escolher soluções mais eficientes.

As etiquetas energéticas têm como principal objetivo facilitar a vida ao consumidor ao apresentarem, de uma forma normalizada, simples e de fácil compreensão, informações relativas à eficiência energética (e mesmo sobre consumos, ruído ou outras) do produto que etiquetam.

Já obrigatórias na União Europeia nalguns eletrodomésticos, como nos frigoríficos, nas máquinas de lavar roupa e loiça e nos pneus, entre outros, as etiquetas energéticas devem ser colocadas em local bem visível do produto. Existem, contudo, outros bens que podem ser alvo de sistemas voluntários de etiquetagem energética em cada país da União Europeia, como é o caso das janelas, e em que as etiquetas podem diferir entre paises.

O SEPP – Sistema de Etiquetagem Energética de Produtos – propõe apresentar etiquetas energéticas noutros produtos, além dos obrigatórios na União Europeia. A primeira família de produtos a ser alvo desta etiquetagem voluntária são as janelas, já que apresentam impactos muito relevantes no consumo de energia em casa.

Como ler as etiquetas
A etiqueta energética para as janelas está basicamente dividida em 3 zonas distintas: uma primeira, onde se refere a marca e o modelo; uma segunda, com a avaliação do desempenho energético propriamente dito, com uma escala de A a G e a indicação do desempenho energético em kWh/m2 por mês; e uma terceira zona, com a indicação dos vários parâmetros de cálculo que conduziram aos resultados indicados na segunda área. Nesta, surgem alguns dados importantes como o coeficiente de transmissão térmica da janela, o fator solar do vidro ou a classe de permeabilidade ao ar.

Comparar as etiquetas de duas janelas permite-nos verificar que uma é bastante mais eficiente. Neste exemplo, a que obtém a classificação A é cerca de 50% mais eficiente do que a de classificação F.

A etiqueta especifica o desempenho energético: 28,8 kWh contra 12 kWh/m2/mês. Tal significa que a janela com pior desempenho energético, a de valor superior, irá perder ou ganhar cerca de 29 kW de calor/frio por hora, por metro quadrado e por mês.

Se considerarmos um quarto com uma janela com 2 x 1,5 metros (ou seja, 3 m2), num ano, poderemos gerar uma poupança de cerca de € 104 em aquecimento/arrefecimento, considerando que o calor e o frio perdido pela janela é integralmente reposto por um sistema de aquecimento/arrefecimento com rendimento de 100 %, ao se optar por uma janela de classe A em detrimento da F.

Conforto térmico e acústico
Há outra vertente difícil de contabilizar: o conforto térmico e acústico oferecido por uma janela com melhor desempenho energético. Sabe-se que irá oferecer, também, um conforto térmico e acústico mais elevado face a uma janela menos eficiente. Embora não sejam parâmetros mensuráveis em euros, os utilizadores sentirão as vantagens no dia-a-dia.

Uma etiqueta, com as informações resumidas e essenciais, será colocada nas janelas à venda, para que o consumidor possa fazer uma escolha informada: marca e modelo, classe e desempenho energético, etc. Uma segunda versão, mais detalhada, será entregue com a janela, com as características técnicas e informações detalhadas sobre manutenção, reparação e substituição.
Este sistema de etiquetagem segue a lógica já utilizada - e com sucesso - nos eletrodomésticos e pneus. Fornece informações que ajudam a escolher janelas mais eficientes, o que se repercutirá em poupanças energéticas ao longo do ano, além de maior conforto térmico e acústico.

Paralelamente, vem abrir o caminho a novas políticas de regulamentação e, talvez mais importante, a novas políticas de incentivo.


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