Notícias

Comece já a preparar o próximo inverno e poupe mais de 150 euros

Já estamos a sonhar com o verão, mas a verdade é que os dias de frio ainda não acabaram. Conheça o tipo de equipamentos em que deve investir para manter a casa quente.

  • Dossiê técnico
  • Bruno Miguel e Ricardo Pereira
  • Texto
  • Manuel Ribeiro e Filipa Nunes
14 março 2019
  • Dossiê técnico
  • Bruno Miguel e Ricardo Pereira
  • Texto
  • Manuel Ribeiro e Filipa Nunes
termoventilador

iStock

Nos meses mais frios de inverno, pensar em que tipo de equipamentos se deve investir, para manter a casa confortável e, acima de tudo, para obter a maior poupança de custos, está no horizonte de todos os consumidores.

Em Lisboa e no Porto, a percentagem de utilização de equipamentos portáteis elétricos para aquecimento continua a ser elevada. Cerca de 46% das famílias recorrem a este tipo de produtos por considerarem que os vão utilizar esporadicamente e apenas no inverno: “preciso apenas de aquecimento à noite quando estou em casa. O tempo de utilização é pequeno por isso, um termoventilador ou radiador a óleo basta-me e é barato”, comenta um leitor na Comunidade de Energias Renováveis.

Pela sua fácil utilização, a oferta deste tipo de equipamentos é grande e os preços muito diversificados. No entanto, é preciso ter algum cuidado na escolha e ter em mente que o barato pode sair caro.  

Perceber as diferenças entre sistemas de aquecimento, ao nível de consumo energético e respetivos custos, ajuda a fazer a escolha acertada. Por exemplo, para aquecer uma divisão com cerca de 15 metros quadrados, numa habitação do Porto, com um nível de isolamento normal, durante os meses de mais frio  (novembro, dezembro, janeiro e fevereiro): se optar por um termoventilador, o consumo total ascende aos 962 kWh de eletricidade, o equivalente a um custo de energia de 191 euros.

No entanto, se optar pela instalação de um sistema de ar condicionado, o mesmo calor produzido representa um consumo de 171 kWh de eletricidade e o seu custo de energia será de 34 euros. A poupança em custos energéticos seria de € 157, por ano. No caso de Lisboa, como as necessidades energéticas são menores em relação ao norte do País, a poupança pode chegar aos € 126 por ano.

O investimento num termoventilador pode variar entre os € 15 e os € 60 em comparação com um ar condicionado que varia entre os € 400 e os € 800, sem contar com custos de instalação e manutenção. Contudo, poderá ter este investimento amortizado ao fim de seis anos, se vive no Porto, e sete anos para quem está em Lisboa.

O ar condicionado é uma das soluções de maior poupança em termos de consumo de energia no aquecimento de uma casa. Este equipamento garante, não só, um aquecimento mais rápido, devido à circulação do ar, como ainda o arrefecimento durante o verão.

As caldeiras a gás natural são igualmente interessantes para quem tem acesso a esta forma de fornecimento e já tem a pré-instalação dos radiadores em casa. A poupança com estes equipamentos ascende aos € 128, para o Porto, e € 117 para quem vive em Lisboa, face à utilização de um termoventilador.

Consulte o nosso comparador para ajudar na melhor escolha do equipamento e, se tiver dúvidas, aceda à nossa comunidade de energias renováveis e coloque as suas questões.

 

O projeto que deu origem a esta comunidade recebeu financiamento através do programa de investigação e desenvolvimento “Horizon 2020”, sob o contrato de subvenção nº749402. Nem a EASME nem a Comissão Europeia são responsáveis pela informação veiculada nem pela utilização das informações contidas na mesma.

 

Este artigo pode ser reproduzido para fins não-comerciais se for indicada a fonte e contiver uma ligação para esta página. Ver Termos e Condições.