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Dois anos de denúncias de água: metade dos casos resolvidos

27 fevereiro 2015 Arquivado

27 fevereiro 2015 Arquivado

Entre 2013 e 2014, recebemos 1400 denúncias de consumidores atentos ao desperdício de água. Metade foi resolvida. Propusemos à Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos que a nossa ferramenta seja desenvolvida ao nível nacional.

Fatura da água sem custos de ineficiência

Enviámos uma carta à ERSAR a reforçar a necessidade de acompanhamento na diminuição das perdas de água. Paralelamente, reivindicámos que os custos de ineficiência das entidades gestoras não devem ser incluídos na fatura. Não devem ser os consumidores a suportar os custos das perdas reais de água resultantes de rotura de condutas ou de fissuras nas condutas da distribuição da água, nem outros custos provenientes de água não faturada, muitas vezes desperdiçada, ou de erros de medição.

Exigimos que a exclusão destes custos na determinação da tarifa de abastecimento de água a cobrar. Ter água de qualidade, em quantidade e a preço acessível, requer a gestão eficiente do investimento, da política tarifária, a manutenção das infraestruturas e a minimização das perdas, desde a captação até ao local de consumo. O desconhecimento do valor das perdas de água e a falta de planos de ação para detetar e diminuí-las provoca custos desnecessários relacionados com a quantidade de água captada e depois perdida, mas já tratada. As perdas de água contribuem para a cobertura insatisfatória da recuperação de custos e são o principal problema do setor a colmatar pelas entidades gestoras.

O preço da água tende a subir nalguns municípios, para recuperar custos, mas é crucial garantir que os aumentos sejam suportados por elevada eficiência. É necessário implementar programas de reabilitação de condutas e programas adequados de deteção de fugas ao longo do sistema de abastecimento, para minimizar as perdas e garantir a adequada contabilização da água fornecida. As perdas, além dos impactos ambientais, têm implicações ao nível económico para as entidades gestoras, bem como para os consumidores, que veem os custos de ineficiência refletidos na tarifa da água.

A redução das perdas reais de água recai sobre o Ministério do Ambiente. A diminuição das perdas aparentes - erros de medição, consumo não autorizado ou autorizado mas não faturado – reduzem as perdas económicas ou comerciais a curto prazo. Mas não devem ser considerados o pilar da sustentabilidade do setor. Importa definir a redução das perdas reais de água como indicador dos objetivos estratégicos para o setor.