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Pneus novos são mais seguros e rentáveis

27 outubro 2016
pneus as melhores marcas

27 outubro 2016
O nosso estudo sobre venda de pneus usados revela um setor em que os consumidores estão desprotegidos. É urgente criar regulamentação.

Visitámos 21 lojas que vendem pneus usados e procurámos incluir 19 que, no estudo que realizámos em 2015, tinham apresentado os pneus com os piores resultados em Lisboa e no Porto. Em laboratório, efetuámos as mesmas análises do último estudo. Só 6 dos 42 pneus analisados não deviam estar à venda: 4 apresentavam remendos laterais, 1 tinha a tela metálica do aro do talão à vista e outro tinha a profundidade do piso inferior a 1,6 mm (o mínimo legal).

Já em 2015, comprámos 89 pneus usados e detetámos 50 que não deveriam estar à venda por apresentarem falhas que punham em causa a segurança. Destes, 18 revelaram menos de 1,6 mm de profundidade de piso, 17 tinham mais de 10 anos, 11 eram pneus de inverno e 5 exibiam remendos laterais ou rasgões. Estes resultados revelavam que a compra de pneus usados era um risco, dada a falta de regulamentação. O consumidor não tem forma de conhecer a real qualidade do que compra.

Fruto da nossa análise de 2015 ou de uma maior fiscalização, a verdade é que parece haver um maior cuidado na escolha dos exemplares para vender em segunda mão, bem como uma descida do preço. Contudo, enquanto não houver regras claras com os requisitos que os pneus usados devem respeitar para estarem à venda, o consumidor continuará sem qualquer garantia de que está a adquirir um produto seguro. Por muito apetecível que o preço seja, é sempre mais seguro optar por pneus novos.

Para equipar o seu carro com pneus novos, compare os resultados do nosso teste e encontre a loja mais barata na sua zona. Pode poupar mais de 130 euros.

Dado o crescimento do mercado de pneus usados, é urgente criar regulamentação que defina as condições do exercício da atividade, bem como condições concretas sobre a qualidade e a segurança dos exemplares vendidos. A DECO e a Associação Automóvel de Portugal (ACAP) vão convidar as principais entidades ligadas ao setor para a elaboração de um documento comum. O objetivo é apresentá-lo, posteriormente, ao Governo, para garantir a segurança e a proteção económica dos consumidores.

 


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