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Condução eficiente: 10 truques para poupar mais de € 300 em combustível

01 setembro 2017
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01 setembro 2017

Experimentámos os truques da condução económica e ecológica. Engrenar a mudança mais elevada tão depressa quanto possível e evitar acelerações e travagens bruscas são boas pistas para começar. Siga a nossa boleia para poupar até 20% de combustível e conduzir com mais conforto e segurança.

Início

A condução ecológica representa uma nova cultura na estrada. Baseia-se na otimização das tecnologias avançadas do automóvel e na utilização eficiente do combustível com mais segurança. Contribui para reduzir as emissões poluentes e visa a deslocação do carro com recurso à menor quantidade de energia, com pouco desgaste mecânico e o mínimo impacto ambiental. Destacamos a tecnologia mais inovadora e dicas para poupar na PROTESTE Auto. Também revelamos os melhores automóveis e os elétricos e híbridos mais eficientes.

O conceito é simples e há mais-valias na formação. Fixe estes números: menos 15% de emissões de dióxido de carbono e menos 1 litro aos 100 quilómetros de combustível, em média. Mudar hábitos garante uma boa poupança. António Macedo é uma referência nacional na formação da condução. Abriu-nos as portas da CR&M para duas sessões de condução eficiente.

Multiplique a poupança pelo número de condutores em casa e na empresa.
Multiplique a poupança pelo número de condutores em casa e na empresa.
Cada participante faz dois ciclos. No primeiro, o programa mede consumos, emissões, utilização da caixa, aceleração e travagem. O segundo serve para aplicar as técnicas e avaliar a poupança.
Cada participante faz dois ciclos. No primeiro, o programa mede consumos, emissões, utilização da caixa, aceleração e travagem. O segundo serve para aplicar as técnicas e avaliar a poupança.

A ação começa com uma sessão teórica, onde são destacados os fatores com impacto na economia da condução. Somos alertados para a necessidade de planear percursos, para os momentos de poupança ou desperdício e para a monitorização do consumo. Na volta inicial, os instrutores avaliam com precisão o desempenho individual em situação real para, no final, desenvolver uma gestão mais equilibrada do carro. Impõe-se detetar oportunidades de melhoria, sobretudo com técnicas de redução de consumos e emissões, bem como de condução defensiva.

Retrato-robô e momentos de desperdício

Para chegar a bom porto, é preciso conhecer o perfil de condução. “O modo como cada um mexe nos pedais é uma impressão digital”, que ajuda o formador a apontar o que pode melhorar. “Podemos reconhecer um condutor através da dança nos pedais”, explica António Macedo, da CR&M. Os instrutores identificam a matriz de condução em estrada e autoestrada, com direito a montanha, subidas e ruas estreitas. A disparidade entre o valor obtido antes e depois da formação é tanto mais estimulante quanto mais “honesto” for o condutor no primeiro ciclo.

De volta à sala, são ensinadas estratégias para reduzir o consumo, antes da segunda volta. O trajeto é o mesmo. São usados carros com sistemas e programas de análise dinâmica. Os aparelhos instalados recolhem os dados e fazem as medições. São cruciais para avaliar o perfil e explicar as comparações aos alunos.

A formação é realizada com os veículos do centro, mas pode ser feita no automóvel do aluno.
A formação é realizada com os veículos do centro, mas pode ser feita no automóvel do aluno.

Se alguns pontos focados na formação são de senso comum, outros nem tanto. Por exemplo, “puxar pelo motor” gasta mais. Não é novidade. Mas o que antigamente se aprendia pelo ouvido, hoje, com motores mais silenciosos, pode verificar-se no conta-rotações. Até às 2000 rotações por minuto, está na zona de poupança. Para pequenas manobras, em estacionamento, nem precisa de pisar ou tocar no acelerador. Com a mudança engatada, levante o pé suavemente da embraiagem. O veículo inicia o movimento de imediato. Não acredita? Experimente e surpreenda-se.

Com a observação de tudo o que existe à volta do condutor, evita paragens desnecessárias em cruzamentos, rotundas, passagens de nível ou de peões e semáforos. Evite também acelerações bruscas: “A condução deve ser tão confortável quanto necessário para no banco de trás assinar um cheque no sítio correto.” A condução agressiva rebenta a poupança ao volante. Tal como o travão, o acelerador deve ser operado suave e progressivamente, não como um “interruptor”. Um veículo consome mais energia a acelerar até uma dada velocidade do que a mantê-la. Calçado confortável com sola baixa aumenta a sensibilidade sobre o pedal.

As acelerações intensas desgastam mais os pneus, a embraiagem, os amortecedores e o motor. Respeitar os limites de velocidade e manter a velocidade (por exemplo, usando o cruise-control em autoestrada) beneficiam o consumo.


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