Como testamos

Pneus: como testamos

Homem segura um pneu com ambas as mãos

Este é o único teste independente publicado em Portugal. Os nossos especialistas testam a fundo em pista e em laboratório para ajudar a escolher pneus.

Os melhores modelos servem para todas as ocasiões e todos os tipos de pavimento. Proporcionam boa condução em piso seco e em piso molhado: oferecem resposta da direção precisa e bastante agradável.

Adotamos a máxima exigência na pista e no laboratório. Conforto, segurança e durabilidade são as qualidades mais importantes do pneu. Para ajudar a escolher os pneus, avaliamos a aceleração e a travagem em pisos em diversas condições e verificamos parâmetros como o ruído, o consumo e a presença de substâncias nocivas para a saúde. Um pneu de qualidade deve garantir total segurança e conforto. Pretende-se também que dure o máximo possível. O equilíbrio entre os dois fatores faz o pneu ideal.

Piso seco

Analisamos o desempenho em estrada seca e em curvas, a reação à aceleração ou à mudança de piso e as distâncias de travagem. 

Piso molhado

Sob chuva intensa, verificamos o desempenho dos pneus durante as travagens e curvas e em hidroplanagem (quando desliza, devido a excesso de água na estrada) nas retas e nas curvas.

Medimos a distância de travagem em piso seco e molhado com vários exemplares do mesmo modelo. Fazemos o teste cinco vezes e utilizamos o valor médio para atribuir a avaliação. Os melhores pneus só precisam de 32 metros para travar com sucesso. Nos piores pneus, medimos mais de 40 metros de distância de travagem em piso molhado.

Duração ou tempo de vida

Regulamos a pressão antes de cada teste. Em laboratório e em condições reais, medimos a quilometragem média a partir da qual os sulcos do pneu atingem o limite de profundidade de 1,6 mm do piso. Os números obtidos têm sobretudo um valor comparativo. Os melhores pneus duram mais de 40 mil quilómetros, enquanto os piores não superam a marca dos 26 mil quilómetros.

Ruído

O barulho resultante do rolamento de um pneu sobre o asfalto pode ser bastante incomodativo. Avaliámos esse ruído a 20 km/h e a 80 km/h, no exterior e no interior do automóvel.

Consumo

A resistência ao rolamento influencia o consumo, medido com três velocidades diferentes: 80, 100 e 130 km por hora.

Substâncias nocivas

Medimos a quantidade de hidrocarbonetos aromáticos policíclicos (HAP), substâncias cancerígenas que compõem os pneus.

Alta velocidade

O índice de velocidade comprova a capacidade de resistência do pneu face às exigências da condução. Para verificar se corresponde às expectativas, medimos a velocidade à qual um pneu rebenta.

Como atribuímos a Escolha Verde a pneus

Fizemos uma recolha de dados sobre todas as fases do ciclo de vida de um pneu e concluímos que a fase de uso é a que produz maior impacto no ambiente, em especial na componente de emissões poluentes, e a que terá maior diferenciação entre produtos. Na fase de uso, dispomos de dados diretos, produto a produto, o que nos permite uma avaliação precisa.

Desta forma, o nosso título de Escolha Verde é determinado através da relação única entre a duração do pneu (quilómetros percorridos até haver necessidade de o substituir) e o impacto que esse pneu produz no consumo do veículo. Quanto menos vezes precisar de trocar de pneus, menos matéria-prima será necessária para os produzir. Por sua vez, o consumo está diretamente relacionado com as emissões de gases poluentes.

Para que um pneu possa ser considerado verde (menos prejudicial para o planeta) precisa de ter uma Qualidade Global igual ou superior a 65%, ruído com nota positiva e índice de impacto ambiental igual a cinco estrelas.

 

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