Primeiras impressões

Pioneer NavGate Head-Up Display: não desperdice mais de 750 euros

31 janeiro 2014 Arquivado

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O Pioneer NavGate HUD promete uma condução mais intuitiva e com a concentração em alta. Mas é difícil de instalar, pouco prático e custa desde € 755, com aplicação e licença.

Contraste e resolução não convencem

A Pioneer garante que o NavGate se assemelha a um ecrã de 30 polegadas (76 centímetros). Mas o resultado depende da forma e do tamanho do para-brisas, bem como da distância da pala do sol ao para-brisas. A marca alega que o NavGate apresenta um elevado contraste. Contudo, o teste à luz do dia demonstrou que está longe de ser perfeito e a resolução não é soberba. O equipamento conta com um sensor de luz que regula o brilho segundo as condições de luz. O resultado é aceitável, mas o ajuste poderia ser mais rápido.

Agora só falta iniciar a aplicação.
Agora só falta iniciar a aplicação.
Comando prático para navegar pelos menus e ajustar o tamanho, a posição e o brilho.
Comando prático para navegar pelos menus e ajustar o tamanho, a posição e o brilho.

O Pioneer NavGate HUD apenas funciona com duas aplicações: iGO Primo para iPhone e CoPilot para Android. No mínimo, prepare € 25 pela aplicação mais acessível com mapas ibéricos. Mas as contas não acabam aqui. Precisa de pagar a licença para conseguir rodar com o HUD a trabalhar, ou seja, mais 31 euros.

Depois de ligar o smartphone à unidade e iniciar a aplicação, o Pioneer NavGate HUD arranca de imediato com as instruções. No teste na estrada tivemos de usar o brilho máximo. O sistema amortecedor de vibrações absorve pequenas irregularidades no piso, mas não tem sucesso em estradas muito acidentadas. Além disso, o condutor deve manter a cabeça imóvel para ver as instruções: uma manobra improvável ao volante.

O Pioneer NavGate HUD exige muita concentração para manter o olhar entre a estrada e as instruções.
O Pioneer NavGate HUD exige muita concentração para manter o olhar entre a estrada e as instruções.
A mais-valia do Pioneer NavGate HUD ao nível da segurança é bastante duvidosa. Pode até revelar-se irritante nos primeiros quilómetros, sobretudo pela posição central de destaque que a projeção ocupa. O resultado poderia ser melhor se a projeção fosse feita num canto ou na zona inferior do para-brisas.