Notícias

Sistemas de navegação no automóvel: o top para viajar na rota certa

Início

Testámos 18 sistemas integrados de GPS e descobrimos dois campeões. Só ultrapassam a concorrência na última reta.

22 setembro 2017
GPS integrado no carro.

Victor Machado

Conduzimos 18 automóveis e nada escapou nas provas. Tudo mudou face à última investigação, em 2014. Dois sistemas partilham, agora, o título de Melhor do Teste. Explore mais sobre esta tecnologia na PROTESTE Auto. Familiar, elétrico ou SUV, também revelamos os melhores automóveis. Se precisa de ajuda para escolher, siga o teste a mais de 260 carros.

Ninguém escolhe o carro pelo sistema de navegação. Hoje, qualquer telemóvel pode ter uma boa aplicação a custo zero para Android e iOS e os aparelhos de GPS dedicados resistem. Se procura um carro novo, não arrisque um cêntimo sem saber se o investimento compensa. Para evitar surpresas, confirme se o GPS tem custos extra ou faz parte do equipamento de série do carro. Por exemplo, a solução da BMW é servida de série no X5, mas no 316d pode custar 2265 euros. Já o R-Link 2 equipa o Renault Mégane, mas, no Espace, custa 800 euros.

Please fill the source and the alt text 
MMI Navigation, Audi A3: o painel pode transformar-se num ecrã de navegação.
Please fill the source and the alt text 
Garmin Map Pilot, Mercedes C220D: gostámos das instruções visuais, muito boas em autoestrada com bom mapa e símbolos claros.

Please fill the source and the alt text 
R-Link 2, Renault Mégane: as instruções visuais não exploram com sucesso total o ecrã gigantesco.

Os sistemas de navegação integrados oferecem excelentes dicas para poupar nos trajetos e revelam como chegar mais rápido aos destinos desconhecidos. Para rotas mais curtas ou longas viagens em família, os sistemas integrados são uma excelente companhia. Entre aplicações de navegação e equipamentos integrados, há muitas soluções. No confronto com o GPS clássico ou com o telemóvel, os sistemas de navegação no carro apostam num trunfo decisivo: além do sinal de GPS, contam com sensores que indicam a distância percorrida, a velocidade instantânea, a aceleração ou a direção das rodas. E são muito mais precisos na navegação, quando a receção do sinal é fraca ou mesmo nula. O ganho é mais evidente quando o carro entra num túnel. Assim que o sinal de GPS deixa de estar disponível, a maioria dos GPS e aplicações estimam que o carro mantém a velocidade. Mas se enfrentar trânsito e ficar parado, o carro continua a indicar o posicionamento correto, porque sabe que está parado ou a circular a uma velocidade reduzida.

Outro exemplo: se por qualquer motivo se afastar do trajeto, os sistemas detetam de imediato o desvio e recalculam o caminho. Já os GPS dedicados ou as apps demoram alguns segundos até perceberem o desvio face ao percurso original.

Dentro do carro, apenas três equipamentos merecem cinco estrelas a calcular o percurso. Apesar de maiores, os ecrãs são menos reativos e exibem uma resolução menor do que a dos smartphones mais recentes. Também perdem pontos na interface, na navegação por voz e a introduzir o destino. A atualização destas soluções pode ser mais cara e obrigar a uma visita à oficina.

Os sistemas integrados batem a concorrência na qualidade sonora. Integrado com o sistema de som do carro, as indicações por voz para a navegação são fiáveis e bem audíveis.


Imprimir Enviar por e-mail