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Sistemas de GPS: R-Link da Renault vence a concorrência

23 setembro 2014 Arquivado

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Testámos 8 sistemas integrados de GPS e o melhor é um dos mais baratos. Mas esta solução é 10 vezes mais cara do que uma boa aplicação para smartphone.

Resultados do teste

Um sistema ultrapassa a concorrência. Com ecrã tátil, o vencedor é o R-Link que experimentámos no Renault Clio. Enquanto opcional, custa 590 euros. Mas já faz parte do equipamento de série de vários modelos da marca.

Avaliámos as propostas de 8 marcas: Renault, Nissan, Fiat, BMW, VW, Opel, Peugeot e Citroën. Testámos a navegação através do ecrã, com instruções de voz, o cálculo dos percursos e a qualidade do sinal de GPS. Também medimos o tempo de arranque, a utilização, os menus e o reconhecimento de voz. A interação através do ecrã tátil ou pelos botões, bem como a visibilidade são outras provas de fogo.

R-Link, Renault

Qualidade Global 73%
Preço € 590 (equipamento opcional)
Navegação Bom
Cálculo de percursos Bom
Utilização Bom

É o melhor do teste e um dos mais acessíveis como opcional. Com 7 polegadas, apresenta um bom processador e é mesmo rápido a reagir ao toque e a calcular os percursos necessários a qualquer momento. É fácil e agradável inserir destinos. O mapa de cores é fácil de ler. O botão Home é muito útil, face aos inúmeros menus disponíveis. Ponto fraco: tempo para iniciar.

Connect, Nissan

Qualidade Global 68%
Preço Não disponível enquanto opcional
Navegação Bom
Cálculo de percursos Bom
Utilização Bom

Testámos esta solução a bordo do Nissan Qashqai. O sistema não é vendido como opcional, mas faz parte do equipamento da versão N-TEC e superiores. O ecrã de 7 polegadas é generoso. O ecrã de navegação exibe também o assistente de mudança de faixa. Conta ainda com um ecrã secundário que alerta para a velocidade máxima, entre outras informações.

UConnect, Fiat

Qualidade Global 68%
Preço € 500 (equipamento opcional)
Navegação Bom
Cálculo de percursos Médio
Utilização Bom

É uma das opções mais baratas. O ecrã é pequeno (5 polegadas) e a resolução muito limitada (400x240). Com boas instruções visuais e de voz, o sistema de navegação é fácil de utilizar. A interação é demasiado lenta e o sistema abusa da paciência a calcular os percursos.

Navigation Multimedia Professional, BMW

Qualidade Global 60%
Preço € 2680 (equipamento opcional)
Navegação Bom
Cálculo de percursos Médio
Utilização Médio

Instalado na direção do condutor para um maior conforto, o ecrã é enorme. Permite reproduzir filmes em DVD e serve para navegar na Internet. Com um processador muito potente, o sistema é rápido a recalcular os trajetos. O reconhecimento de voz não funciona muito bem. O serviço concierge promete funcionar como um assistente pessoal com respostas em qualquer momento e em qualquer lugar. A meio da viagem, procura um restaurante de sushi ou quer saber onde fica o multibanco mais próximo? Uma farmácia no estrangeiro? Basta premir um botão e os agentes da marca respondem por chamada e enviam para o carro a rota certa. Quando o desafio aumenta, o serviço patina.

Discover Media, Volkswagen

Qualidade Global 60%
Preço € 553 (equipamento opcional)
Navegação Médio
Cálculo de percursos Médio
Utilização Bom

Testámos esta solução no VW Golf. Disponibiliza ecrã tátil e os principais botões. O menu principal funciona também com sensores de proximidade das mãos. A interface é muito fácil de utilizar e a navegação intuitiva. Bem desenhado e amigo do utilizador, o menu de inserção de destino é fácil de usar. O sistema acumula e exibe um sumário de todos os destinos já inseridos. Apreciámos o guia de voz, mas este peca pelo excesso de intervenções durante a viagem. O brilho do ecrã impressionou a nossa equipa.

Navi 950 Intellilink, Opel

Qualidade Global 60%
Preço € 500 (equipamento opcional)
Navegação Bom
Cálculo de percursos Bom
Utilização Médio
A proposta, que testámos no Opel Mokka, apresenta um ecrã de 7 polegadas bem posicionado, na parte superior do tabliê. O condutor não precisa de desviar muito o olhar da estrada para consultar o sistema. Mas este é operado por botões específicos, mais abaixo.
O ecrã de navegação é adequado e exibe um assistente de mudança de faixa de rodagem que ocupa parte do monitor, quando é preciso fazer uma manobra. É rápido a procurar e a calcular destinos e percursos. Como o ecrã não é tátil, todas as operações são feitas através das teclas, em baixo. Introduzir um destino selecionando todas as letras, uma a uma, com recurso ao botão rotativo não é fácil. O sistema de reconhecimento de voz é fraco e as instruções vocais desiludem.

Touchscreen, Peugeot

Qualidade Global 50%
Preço € 490 (equipamento opcional)
Navegação Médio
Cálculo de percursos Bom
Utilização Médio

A Peugeot apresenta um ecrã tátil de 7 polegadas. O posicionamento (na zona superior do tabliê) facilita a consulta, mas obriga a esticar demasiado o braço para o operar. As cores facilitam a consulta. Dispõe de um ecrã secundário para a próxima manobra. Rápido a calcular e a recalcular os percursos.

Com demasiadas camadas, a estrutura dos menus é difícil de entender. As definições estão espalhadas por todo lado em diferentes menus, o que obriga a algum tempo de aprendizagem. Não tem reconhecimento de voz. A escala é fixa por defeito. Para aproximar ou afastar, tem de usar os botões + e – no ecrã, o que não é tão prático nem tão seguro, como um botão rotativo.

eMyWay, Citroën

Qualidade Global 50%
Preço € 1000 (equipamento opcional)
Navegação Médio
Cálculo de percursos Bom
Utilização Médio

Experimentámos esta solução no Citroën C3. O ecrã tem 7 polegadas e não é tátil. Surge por baixo das saídas de ar. Para operar o sistema, tem de usar os botões físicos, por baixo do tabliê, o que não é nada prático. O mapa é mais fácil de consultar no modo noturno.

O desenho do ecrã não está bem concebido: a simbologia da manobra seguinte ocupa um terço da largura do ecrã e, quando aparece, não ajusta o resto do mapa. A estrutura das definições é pouco clara. Tal como nos sistemas sem a função tátil, inserir moradas pode levar ao desespero.