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Sistemas de GPS: R-Link da Renault vence a concorrência

23 setembro 2014 Arquivado

23 setembro 2014 Arquivado

Testámos 8 sistemas integrados de GPS e o melhor é um dos mais baratos. Mas esta solução é 10 vezes mais cara do que uma boa aplicação para smartphone.

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Ninguém escolhe o carro pelo sistema de navegação. Hoje qualquer telemóvel pode ter uma aplicação e os aparelhos de GPS dedicados ainda resistem. Mas se procura um carro novo, vale a pena saber se o investimento compensa.

Veja o vídeo do teste a 8 sistemas de GPS.

Os sistemas de navegação integrados oferecem excelentes dicas para poupar no trajeto de casa para o trabalho e revelam como chegar mais rápido aos destinos desconhecidos por explorar. Para rotas mais curtas ou longas viagens em família, os sistemas integrados são uma boa companhia.

Entre aplicações de navegação e equipamentos integrados, o consumidor dispõe de muitas soluções. No confronto com o GPS clássico ou com o smartphone, os sistemas de navegação no carro apostam num trunfo importante: além do sinal de GPS, contam com sensores que indicam a distância percorrida, a velocidade instantânea, a aceleração ou a direção das rodas. São muito mais precisos na navegação, mesmo quando a receção do sinal é fraca.

O R-Link da Renault é o campeão da navegação e um dos mais acessíveis.
O R-Link da Renault é o campeão da navegação e um dos mais acessíveis.
O Discover Media que testámos no VW Golf exibe uma navegação intuitiva.
O Discover Media que testámos no VW Golf exibe uma navegação intuitiva.

O ganho é mais evidente quando entra num túnel. Assim que o sinal de GPS deixa de estar disponível, a maioria dos GPS e aplicações estima que o carro manteve a velocidade ao entrar no túnel. Mas se enfrentar trânsito e ficar parado, o carro continua a indicar o posicionamento correto com a ajuda especial dos outros sensores. Este argumento é sobretudo útil se o túnel tiver várias saídas.

Outro exemplo: se por qualquer motivo se afastar do trajeto indicado, os sistemas integrados detetam de imediato o desvio e recalculam o melhor caminho até ao destino. Já os GPS dedicados ou as apps podem demorar alguns segundos até perceber o desvio face ao percurso original. Em cidade, faz uma grande diferença.

Mas estes equipamentos integrados também acusam defeitos. A primeira crítica incide na perda de privacidade. Dado que estes sistemas estão sempre ligados, o posicionamento é monitorizado em permanência. E como guarda a última posição antes de desligar o carro, o sistema domina a posição exata e pode desde logo navegar. Sem a possibilidade de desligar o GPS do carro, o seu local é sempre monitorizado, vá onde for.

Alguns equipamentos são demasiado lentos a calcular os percursos. Apesar de muito maiores, os ecrãs são menos reativos e exibem uma resolução menor do que a dos smartphones mais recentes. Também perdem pontos na interface, na navegação por voz e na introdução de destinos. A atualização do sistema pode ser mais cara e obrigar a uma visita à oficina.

Os sistemas integrados batem a concorrência na qualidade sonora. Integrado com o sistema de som do carro, as indicações por voz para a navegação são bastante fiáveis.

O Navigation Multimedia Professional, que experimentámos no BMW Série 4 Cabrio, custa 2600 euros.
O Navigation Multimedia Professional, que experimentámos no BMW Série 4 Cabrio, custa 2600 euros.
Se não procura um carro novo, veja o nosso teste aos aparelhos GPS. Além dos modelos clássicos, revelamos a melhor aplicação para smartphone.