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O que mudou nas apps de GPS mais populares

Encontrámos melhorias nas apps Google Maps, Apple Maps, TomTom Go Mobile e ViaMichelin GPS. Mas navegar offline só é possível nalguns casos e se descarregar os mapas para o telemóvel.

04 janeiro 2018
O que há de novo no Google Maps, TomTom Go Mobile e ViaMichelin GPS

Thinkstock

Para se manterem competitivos, os fabricantes de GPS lançam regularmente atualizações com novas funcionalidades e melhorias ao desempenho. Analisámos as mais recentes atualizações de 4 apps de navegação para Android e iOS: Google Maps, TomTom Go Mobile, Apple Maps e ViaMichelin GPS.

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Google Maps

A conhecida app de navegação para Android continua gratuita, com cobertura mundial e permanentemente atualizada. As informações de trânsito também são a custo zero e muito fidedignas. Outra singularidade é que a app indica os minutos de atraso previstos, caso opte por se desviar da rota original.

O Google Maps agora mostra pontos de interesse ao longo do percurso, como bombas de combustível, restaurantes, cafés, multibanco, entre outros. Também é novidade o pequeno ícone em forma de altifalante, que permite ativar e desativar as instruções de voz ou reportar alertas.

A seleção das camadas passou a ser feita através de um atalho no ecrã. Antigamente fazia-se pelo menu, do lado esquerdo. Para quem estava habituado ao interface antigo, esta nova funcionalidade pode causar alguma estranheza inicial.

Ao calcular um trajeto, o Google Maps continua a apresentar várias alternativas, que são quase sempre relevantes. A este nível, está entre as melhores aplicações que testámos.

Há uma melhoria na tecnologia de verbalização de texto (text-to-speach): tornou-se mais fácil compreender quando a aplicação lê o nome das ruas ou das vias. Além disso, quando o condutor dá instruções, por exemplo, para pesquisar um destino, o Google Maps bate a concorrência.

Mas também encontrámos pontos fracos. A app continua a precisar da ligação de dados para navegar - a menos que descarregue antecipadamente para o telemóvel o mapa do percurso. Também não apresenta a velocidade a que se circula nem o limite na estrada onde está.

Continua a ser impossível reportar à aplicação as estradas fechadas. Além disso, nem sempre o timing das instruções é o mais adequado. Isto verifica-se, por exemplo, em interceções e/ou rotundas, onde as instruções são dadas “em cima” da manobra.

 

A app de navegação Google Maps já mostra pontos de interesse. Outra novidade é o ícone em formato de altifalante, que controla as instruções de voz e os alertas.

 

 

TomTom Go Mobile

A app do gigante holandês é gratuita durante os primeiros 75 km de navegação de cada mês. A partir daí, é preciso pagar € 19,99, por ano, ou € 5,99 mensais.

Passou a incluir mapas do mundo inteiro e, como permite descarregar os percursos para a memória do telemóvel, é possível usá-la no estrangeiro sem recorrer à ligação de dados.

O TomTom Mobile permitir alternar automaticamente entre o modo noturno e o diurno, como a maioria das aplicações. Mas agora o condutor pode fazer essa mudança sem retirar a configuração automática.

A app tem uma nova função que se revela muito útil: a pesquisa de texto livre, baseada no novo motor de pesquisa da TomTom, encontra endereços mesmo que introduza apenas uma parte da morada. Assim, deixa de ser necessário escrever o endereço completo. As instruções verbais da aplicação são claras e facilmente percetíveis, mesmo em Português. 

Outra novidade é a versão para iPhone, que agora tem quase as mesmas funcionalidades da versão para Android, como o planeador de percursos e a apresentação de rotas alternativas. O TomTom Mobile tira partido da tecnologia 3D Touch, que está apenas disponível no iPhone, a partir da sétima geração. Também faz um ótimo uso da alta luminosidade do telefone (570cd/m2).

A versão Android é mais rápida a recalcular os percursos, quando comparada com a versão iOS. Também permite alterar as cores dos elementos no ecrã, algo que não é possível fazer no iPhone.

 

O planeador de percursos e as rotas alternativas já estão disponíveis nas versões Android e iOS da app TomTom Go Mobile.

 

 

Apple Maps

A app de navegação para o sistema iOS é gratuita e tem cobertura mundial, mas é exclusiva para quem tem um iPhone. A informação de tráfego também é gratuita, mas pobre quando comparada com outros sistemas da Google ou da TomTom.

A pesquisa e a navegação no mapa funcionam bem: a app reage rapidamente e carrega o conteúdo de forma quase instantânea.

No entanto, a forma como os nomes são apresentados não é perfeita, porque se sobrepõem a áreas do mapa importantes para a navegação e, se forem muito grandes, apenas parte da informação é mostrada. Por isso, a Apple arranjou uma forma de ligar os nomes das ruas à sua representação gráfica no mapa através de uma pequena seta. É diferente, mas acaba por resultar de forma razoável.

A escolha das cores não foi feita ao acaso. A opção por marcar o percurso a azul, com estradas cinzentas e fundo branco, permite manter o foco, mantendo um grafismo sóbrio.

A partir da versão 10 do iOS, o mapa mudou dramaticamente. A escala tornou-se mais reduzida e a profundidade foi melhorada. A perspetiva continua semelhante, mas é mais simples e ligeiramente melhor do que o Google Maps para o iPhone.

Quando se está fora da cidade, a barra de topo é muito útil, pois apresenta o número ou o nome da próxima via. No meio urbano, a navegação através do ecrã também é boa no global.

Já pode optar por percursos alternativos, mesmo depois de ter iniciado a navegação. Normalmente são geradas 3 rotas para o utilizador escolher. É possível ainda evitar autoestradas ou portagens.

Entre os pontos fracos está o facto de o Apple Maps continuar a exigir ligação de dados para navegar. Outro inconveniente é o facto de as configurações estarem no interface do iOS. Ou seja, para alterá-las, é preciso sair da aplicação. O planeador de percursos deixou de estar disponível e a aplicação ainda não permite calcular percursos com múltiplos destinos.

 

A pesquisa e a navegação funcionam bem na app de navegação Apple Maps. Destaque ainda para a melhoria da escala e da profundidade.

 

 

Via Michelin GPS

Antes da moda dos GPS para carro, o Via Michelin já era conhecido como a referência dos sites de informação sobre estradas. Era aqui que muitos automobilistas preparavam as viagens, que imprimiam e usavam como mapa.

Mas apesar das várias tentativas, a marca francesa não se conseguiu impor como referência no segmento dos GPS ou das apps de navegação.

A app Via Michelin GPS é gratuita. Consegue calcular com rigor o custo dos percursos, incluindo combustível e portagens. A informação sobre limites de velocidade e radares é muito completa. É uma aplicação fácil de usar, até porque tem poucas funcionalidades.

Embora a navegação através do ecrã tenha alguns problemas (por vezes faltam símbolos ou estes não são totalmente representativos das manobras), no geral a Via Michelin GPS oferece uma boa experiência.

Porém, o facto de exigir a utilização de dados móveis é um ponto negativo. Também tem problemas de usabilidade: para ajustar uma definição, é preciso parar a navegação primeiro. E não permite visualizar o resumo do percurso depois de começar a navegação. O mesmo acontece com percursos alternativos: uma vez iniciada a viagem, não pode alterar o percurso calculado. Outra fragilidade é o funcionamento em túneis: o ecrã bloqueia e as instruções param. Além disso, não há assistente de mudança de faixa e a base de dados não é muito completa. Por exemplo, encontra os locais mais conhecidos, mas outros menos populares estão em falta.

O algoritmo do cálculo dos percursos ainda tem muito que melhorar e, dependendo da velocidade da ligação à net, pode demorar muito tempo a calcular.

 

Apesar de ser fácil e intuitiva, a app Via Michelin GPS tem problemas de usabilidade: por exemplo, para ajustar uma definição, é preciso parar a navegação primeiro.