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Teste às apps e serviços de trotinetes em Lisboa

Saímos à rua, em Lisboa, para testar as quatro marcas de trotinetes mais representativas do mercado e analisámos como se comportam as apps de todas as marcas.

  • Dossiê técnico
  • Alexandre Marvão e Pedro Mendes
  • Texto
  • Ricardo Nabais e Nuno César
03 outubro 2019
  • Dossiê técnico
  • Alexandre Marvão e Pedro Mendes
  • Texto
  • Ricardo Nabais e Nuno César
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João Ribeiro

As trotinetes são, agora, milhares na capital. São uma boa solução de mobilidade para distâncias curtas, ligando pontos ainda não abrangidos por transportes públicos. O preço é que parece ser alto: nalguns casos, pode mesmo compensar comprar uma trotinete. Muitas ainda são vítimas de alguma falta de civismo: abandonadas ao deus-dará em cima de passeios, bermas e mesmo dentro do Tejo, são recolhidas pelos serviços camarários ou pela polícia. 

Participantes no teste rendidos às trotinetes

“Fiquei com vontade de utilizar as trotinetes; uso mais a bicicleta para deslocações casa-trabalho no dia-a-dia”, confessa Nuno Luz, jornalista, uma das pessoas a quem convidámos para testar trotinetes connosco, na envolvente do Pavilhão Carlos Lopes, no centro da capital.

“Acho uma solução excelente, sobretudo porque a rede das bicicletas partilhadas em Lisboa não cobre ainda a cidade toda.” Além disso, em distâncias longas para percorrer a pé, e onde não há um transporte público, esta parece ser uma boa solução: “Se uma pessoa, por exemplo, sair do metro para ir trabalhar, e o trajeto for de 15 minutos a pé, pode fazê-lo num instante com uma trotinete.” O facto de a podermos estacionar em qualquer ponto da cidade – bem arrumada, claro – é outra vantagem. Este ciclista experimentado lembra a dificuldade de encontrar pontos de paragem da bicicleta em Lisboa.

Para ele e outros dois convidados, Pedro Marvão e Paulo Lopes, foi uma estreia absoluta nestas duas rodas, e levou sinal mais. Também há acordo na eleição da trotinete com melhor desempenho, a da Frog, com pneus maiores, mais fácil de manobrar e com travão de disco na roda traseira.

Pedro Marvão é, como Nuno Luz, um fã da bicicleta para circulação urbana, e encontrou as mesmas vantagens. Mas realça, como os seus pares do nosso teste, a questão da segurança. “Em qualquer delas, não é fácil regular a velocidade. Ou seja, em algumas, o acelerador tão depressa não está a funcionar, como está a funcionar em pleno, e o andamento é aos sacões”, diz este professor universitário de 52 anos. Mas há outras desvantagens, e até um pouco mais perigosas, como “manter uma velocidade relativamente constante e baixa”, fundamental para quem tiver de abrandar ou parar de repente. Há também o problema da “posição das mãos: temos muito pouca margem de erro quando estamos a tentar controlar a trotinete. Ela rapidamente guina. Todas são relativamente complicadas de manobrar. Exigem um tempo de aprendizagem”. 

O sistema de travagem também foi tido em conta. Algumas trotinetes, realça Paulo Lopes, têm um botão para o soft break (travão suave) no guiador, o que só as desacelera. Nestes casos, o travão a fundo é feito com pressão do pé na roda de trás, o que pode não dar tempo de reação em caso de emergência. Seria, por isso, de propor uma espécie de carta de condução para estes veículos? Apesar de considerar que a aprendizagem da trotinete é relativamente “fácil e rápida”, Pedro Marvão acha necessário “algum tipo de treino” prévio para novatos.

Uso de capacete deveria ser obrigatório

A preocupação é grande. Apesar de ser apenas recomendado, o uso do capacete deveria ser obrigatório. Dados da Organização Mundial da Saúde apontam para uma redução de 42% de risco de lesões fatais e de até 69% de lesões na cabeça, se esta precaução for tomada. 

Segundo o relatório de 2018 da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, nesse ano morreram 24 pessoas em acidentes com velocípedes. Apesar de tudo, algumas têm indicações de segurança visíveis nos guiadores.

Quanto ao desempenho das apps, resolvidas algumas questões abusivas dos termos e condições de alguns dos operadores – a que já dedicámos uma análise –, destacamos o seu caráter prático e eficiente. Testámos apenas veículos das operadoras presentes no local: a Lime, a Hive, a Bird e a Frog, as mais abrangentes do mercado. E não foi difícil, regra geral, localizar as trotinetes disponíveis na zona do Marquês de Pombal e proceder aos pagamentos.

O mesmo já não pode dizer-se da resposta quando pedimos faturas sobre aqueles serviços. Só tivemos acesso a duas uma semana depois do teste, e aguardámos ainda mais tempo pelas restantes.

Também testámos as apps de todas as operadoras de Lisboa.

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