Primeiras impressões

Opel Ampera: revolução elétrica em marcha

Desempenho e poupança

A suspensão revela ser bastante equilibrada e confortável para longas distâncias. Em velocidade elevada, medimos 68,4 decibéis dentro do Opel Ampera: bom, mas não excecional. Quando em funcionamento, o motor de combustão faz-se ouvir sem incomodar.

A suavidade é uma nota dominante do Opel Ampera. O motor elétrico destaca-se com zero de vibrações. A direção é bastante eficiente e muito precisa. Demora 9 segundos a acelerar dos 0 aos 100 km/hora. A distância de travagem é irrepreensível: a 100 km/h precisa de 38 metros até ficar imobilizado. Ao nível das emissões poluentes, medimos 102 g/km. É um bom registo face aos modelos a gasolina idênticos, mas não se destaca dos híbridos.

Atrás apenas dois passageiros até 1,80 m podem seguir viagem.
Atrás apenas dois passageiros até 1,80 m podem seguir viagem.
Na bagageira, dispõe apenas de 270 litros. Com os bancos rebatidos, aumenta para 595 litros.
Na bagageira, dispõe apenas de 270 litros. Com os bancos rebatidos, aumenta para 595 litros.

O baixo consumo é o melhor cartão de visita do Opel Ampera. A potência elétrica e a gasolina gastas dependem, sobretudo, do modo como o conduzimos e do percurso. Com as baterias 100% carregadas, o Ampera gasta 12,2 kWh de potência elétrica e 1,4 litros de gasolina 95 para os primeiros 100 km num percurso misto.

Se compararmos apenas o consumo, na utilização até 60 km por dia, o Opel Ampera é uma ótima solução. Leva vantagem sobre a concorrência híbrida e o “primo” Opel Astra 1.4 de 140 cavalos a gasolina. O Opel Ampera é o ideal para quem faz todos os dias o percurso casa-trabalho-casa. Só usa o motor elétrico e não arrisca ficar sem bateria. Para trajetos superiores recorre ao extensor de autonomia e a poupança esbate-se.

Caso faça mais de 200 km por dia com regularidade, o Opel Ampera perde na corrida com o híbrido Toyota Prius.

O ecrã central exibe as margens de segurança quando ativa a marcha atrás. Esta opção custa 700 euros.
Tempestade de comandos na consola central. Alguns obrigam a várias tentativas até acertar.
Tempestade de comandos na consola central. Alguns obrigam a várias tentativas até acertar.

Com o ar condicionado em modo Eco ou desligado, as baterias totalmente frescas concedem ao Opel Ampera uma autonomia de 70 quilómetros. O aquecimento é um problema em todos os automóveis elétricos e o Ampera não é exceção. Quanto mais aquecer o carro, mais gasta a bateria. O ar condicionado permite regulações bastante precisas para a temperatura e ventilação. A regulação automática funciona bem e rápido, mesmo ao nível da recirculação do ar. À frente, o ar condicionado é preciso, mas não muito eficiente. Atrás, a resposta é fraca.

Nos testes de colisão, o Opel Ampera recebe a nota máxima de 5 estrelas. Para adultos, crianças e peões, a segurança foi aprovada com distinção.

A esfera central, à direita no ecrã, mostra se está a adotar uma condução mais poupada. Também distrai.
A esfera central, à direita no ecrã, mostra se está a adotar uma condução mais poupada. Também distrai.