Primeiras impressões

Novo Renault Mégane e Mégane Sport Tourer à reconquista dos portugueses

09 setembro 2016
Renault Mégane

09 setembro 2016
A nova geração do Renault Mégane quer recuperar os fãs deste familiar. A versão mais acessível custa desde 21 150 euros. Veja o melhor e o pior deste modelo antes do veredicto do laboratório.

Estilo e tecnologia dominam

Mais de 6 milhões de unidades vendidas atestam o sucesso do Renault Mégane desde o lançamento da 1.ª geração, há mais de duas décadas. A 4.ª geração pretende seguir as pisadas. Um dos elementos mais apelativos é o estilo. A marca produziu um modelo de linhas bastante atrativas: tenta combinar carácter desportivo com robustez. Na frente do Renault Mégane, a grelha de grandes dimensões destaca o diamante embutido. Sobressai a assinatura luminosa em formato de C, enquanto atrás esta tecnologia faz o mesmo serviço. O desenho dos farolins remete para uma imagem mais dinâmica e de maior largura.

Dá muito nas vistas. Mas falta espaço de pernas e conforto nos bancos. 

Dá muito nas vistas. Mas falta espaço de pernas e conforto nos bancos. 

No interior, saltam à vista progressos evidentes, com a aplicação de revestimentos macios na parte superior do tabliê e nas portas. Depois de entrar no Renault Mégane, a primeira surpresa é o ecrã tátil que pode ter 7 polegadas (de série) ou 8,7 polegadas em posição vertical na consola central. Este soma € 300 à fatura. Permite aceder ao sistema R-Link 2, um equipamento que pode ser comandado por voz para navegação, telefone, aplicações e rádio. Também pode clicar ou deslizar pelas páginas. A consola central é muito fácil de utilizar.


Os painéis interiores das portas podem receber luzes ambiente (vermelho, castanho, azul, violeta ou verde) que se alteram consoante o modo de condução no sistema Multi-Sense. Este permite alguma dose de personalização. Para melhorar o prazer de condução, o sistema oferece cinco variantes (com destaque para o Sport, o Comfort e o Eco) para alterar a resposta do acelerador, a assistência da direção e a suspensão. Depois dos primeiros 600 quilómetros a bordo da nova geração do Mégane, ficámos com a impressão clara de que é um modelo fácil de levar até velocidades elevadas. Mas o volante é enorme e os bancos não são tão confortáveis como anuncia a marca. A Renault prometia um trabalho intenso na insonorização e aparenta ter sido bem-sucedida. Não ouvimos barulhos parasitas.