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Segurança automóvel: ajudámos a salvar 78 mil vidas em 20 anos

23 fevereiro 2017 Arquivado
20 anos de crash-test

23 fevereiro 2017 Arquivado
Em 20 anos de testes de colisão, gastámos 160 milhões de euros para destruir 1800 veículos. Hoje, 9 em cada 10 automóveis têm uma avaliação de segurança. Antes, só existia a palavra do fabricante.

Origem das estrelas Euro NCAP

O Euro NCAP não se satisfaz com os requisitos legais e avalia a segurança nos testes de colisão em condições mais realistas e exigentes, mas também os equipamentos de série. A aposta no rigor e na isenção é validada pela importância que os testes têm na sociedade, junto dos consumidores e dos fabricantes. Estes utilizam as avaliações do Euro NCAP como trunfo publicitário, o que os incentiva a produzir veículos para cumprir os requisitos legais e alcançar a pontuação máxima.

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Hoje, 9 em cada 10 carros à venda na Europa têm uma classificação do Euro NCAP.
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O teste passou rapidamente a incluir a segurança das crianças.

Como testamos as versões com o equipamento de série em todos os países, impulsionamos os construtores a democratizar estas tecnologias, aumentando a segurança e elevando os padrões. Um automóvel com poucas estrelas não é necessariamente inseguro. Apenas é menos seguro do que os rivais. Tem sido feito um grande esforço para testar o maior número de veículos e oferecer mais informação sobre os modelos à venda. Atualmente, 90% dos automóveis vendidos na Europa receberam uma classificação do Euro NCAP.

Lista de compras

São necessários pelo menos quatro exemplares. Se o modelo estiver à venda, o Euro NCAP compra num ou em vários concessionários, como qualquer consumidor. A compra é anónima, para garantir a equidade. Quando os veículos já estão nos laboratórios, informamos o fabricante dos números de chassis que serão testados para que confirmem as especificações exatas. Caso existam alterações à produção, como um novo componente de segurança, isto permite ao fabricante pedir para o mesmo ser instalado. Garantimos que o modelo testado é igual ao que está à disposição do consumidor.

Dada a urgência destas informações, por vezes, os técnicos visitam as fábricas dos modelos que ainda não estão à venda para escolher, ao acaso, um veículo para testar, não sem antes garantir que aquele modelo está legalmente apto a ser vendido e é representativo dos modelos que serão vendidos.

As estrelas da verdade

São a solução do Euro NCAP para facilitar a leitura dos resultados e a comparação. O processo de testes obedece a protocolos científicos e os resultados são ponderados com base na pontuação em quatro grandes áreas: proteção de adultos, proteção de crianças, proteção de peões e equipamento de segurança. Para conseguir estes resultados, seguimos testes rigorosos, como as colisões frontal, lateral e do poste, a medição do efeito de chicote ou a eficácia dos sistemas de travagem, entre outros. Cada resultado é avaliado e, após ponderação, é calculada a classificação geral, que depois se traduz na classificação em estrelas.

Explicamos, de forma generalista, como as estrelas refletem o desempenho de segurança.

  • A classificação máxima (cinco estrelas) é atribuída a um veículo com um bom desempenho nos testes de colisão, bem equipado e com bons sistemas de apoio à segurança.
  • Atribuímos quatro estrelas a modelos com uma boa performance e que possam ter tecnologia de apoio à condução.
  • São atribuídas três estrelas a carros que consigam uma prestação mediana e com algumas lacunas nas tecnologias de apoio à condução.
  • Classificamos com duas estrelas os modelos com uma proteção mínima do impacto e falhas nos sistemas de apoio à condução.
  • O pior resultado, uma estrela, marca os modelos com resultados meramente marginais nos testes de colisão.