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Opel Karl: proposta razoável para a cidade desde 11 850 euros

30 dezembro 2015 Arquivado
Opel Karl

30 dezembro 2015 Arquivado

Já testámos o Opel Karl, o novo modelo da marca desenhado para citadinos. Conseguiu uma nota final satisfatória, mas o conforto e o equipamento de segurança precisam de ser melhorados. 

Segurança e rivais

A direção do Opel Karl é muito eficaz e o volante permite uma condução sem esforço. A 100 km/hora, precisamos de 37 metros e meio de travagem para imobilizar. A suspensão do carro também é positiva. Nas manobras, contudo, medimos o diâmetro de viragem em 11 metros, demasiado para um carro usado para uma cidade. 


O Opel Karl não conseguiu cinco estrelas. Desiludiu nos testes de segurança.
O Opel Karl não conseguiu cinco estrelas. Desiludiu nos testes de segurança.
Condução sem esforço. Precisamos de 37 metros para a travagem completa.
Condução sem esforço. Precisamos de 37 metros para a travagem completa.

Com 64% na segurança assistida e 68% na segurança para os peões, o Opel Karl consegue uma classificação de quatro estrelas na nota final. Verificámos que, em caso de acidente, a cabeça e perna direita do condutor não estão completamente seguras. A travagem ativa de emergência não está presente no Karl. À exceção da lona, o ocupante da cadeirinha de bebé ficou protegido no embate. 


Tem aviso de cintos não colocados, airbags à frente, nos lados, e para a cabeça, tanto à frente e atrás. Contudo, não possui assistência de travagem assistida. Os cintos ficam facilmente presos quando movemos os bancos, e para as crianças, são fáceis de confundir.
O Opel Karl exibe menus claros, mas não dispõe de travagem ativa de emergência.
O Opel Karl exibe menus claros, mas não dispõe de travagem ativa de emergência.
As portas, para as crianças, também são pouco seguras, porque são fáceis de abrir. 

Entre os principais rivais no mercado, encontramos o Fiat Panda, o Hyundai i10, o Renault Twingo, o Skoda Citigo, o Peugeot 108 e Toyota Aygo.

Karl vs. Adam
O Opel Adam é três mil euros mais caro do que o Karl, mas as características são muito semelhantes. O Opel Adam ganha na batalha da tecnologia e “brinquedos”, mas noutras, consegue ser menos satisfatório, tornando o Karl um modelo mais em conta, se o objetivo é conduzi-lo na cidade. 

A bagageira do Adam tem a capacidade de guardar 160 litros até à janela, menos 5 do que o Karl. Se rebater o banco, recebe até 375 litros. Já na tecnologia, a nota para o Adam é de facto positiva, com os controlos possíveis a partir do volante. Mas é pior que o Karl em termos de desconforto nos bancos de trás. No Opel Adam, os utilizadores com altura acima de 1,65 metros já se sentem apertados no banco de trás.

Veja em primeira mão a condução do Peugeot 108

Para as crianças, a proteção é positiva. Os bancos estão preparados para instalar cadeirinhas de várias marcas e tamanhos (nos lugares traseiros laterais), e os cintos têm a dimensão necessária. Quanto ao diâmetro de viragem, o Adam fez 10,3 metros, largo para um carro citadino, e não muito diferente do seu “irmão”.